
I
Já se perguntou
Por que há tanto preconceito
Só por causa de uma cor
Não é errado ser um negro
Não sabem que traz dor
Racismo de preceito?
II
Orgulho-me do preto
Que é minha identidade
Na História fui mais forte
Que o senhor da maldade
Que batia nos escravos
Sem dó e nem piedade.
III
O que não sabem é que ajudei
Sua comida temperei
Sua música complementei
Seu esporte melhorei
Sua dança incorporei
E na literatura me destaquei.
IV
A comida já era boa
Mas dá para melhorar
Um pouco de pimenta
Hum! Vai ajustar
O sabor também melhora
Se o azeite de dendê eu colocar!
V
O meu doce favorito
Sempre foi a cocada
Coco, açúcar e leite
Misturados na fornada
O doce mais saboroso
Da minha cultura amada.
VI
A música dos meus ancestrais
Tem o ritmo da alegria
Um pouco de agitação
E também de euforia
Um exemplo é o estilo samba
Em fevereiro, muita folia.
VII
No esporte tem as lutas
Capoeira era para proteção
Hoje é um linda dança
De muita representação
Da História que alguém um dia
Lutou para abolir a escravidão
VIII
Na literatura – a arte da palavra
Pode mudar a realidade
Criar histórias heroicas
Em que o negro tem prioridade
Histórias que trazem esperança
De fé e de igualdade
IX
Desconstruir o pensamento racista
É um desafio para a educação
É mostrando nossas origens
Que promovemos a inclusão
Compreender o que o negro passa
Também ajuda na comunicação
X
Houve uma grande evolução
Mas não para por aí
Melhorar o nosso mundo
Para aqueles que ainda vão vir
É respeitando as diferenças
Que iremos evoluir.
Poema produzido pela aluna Esther, do 2° Ano F do Ensino Médio, da EEEM Zenóbio Toscano, na Eletiva Literatura de Cordel, ministrada pela Professora Elimary Matias.