
I
Há mais de 500 anos a cultura negra foi roubada
Homens e mulheres foram escravizados,
Nas Américas, para enriquecimento da Europa
Foram totalmente violentados
Eles tinham todo o conhecimento
E por isso foram invisibilizados.
II
Sofreram e foram sacrificados
Principalmente por sua cor
Brutalmente presos
Sem o mínimo de amor
Foram guerreiros
Mas sentiram muita dor.
III
Sem nenhum tipo de direito
Num sofrer profundo
Aguentaram tudo
Suaram, foram a fundo.
Anos e anos
Penando neste mundo.
IV
Bem depois veio a libertação
Lutaram, lutaram, venceram
Tiveram batalhas angustiantes
Muitos deles, morreram
Outros foram mais fortes
Em meio ao caos, sobreviveram.
V
O Samba e a Capoeira são heranças negras
Por isso não podemos guardar na prateleira
Já foram considerados um crime
Hoje, fazem parte da cultura brasileira
Aos poucos chegaram ao Brasil
Estão de Norte a Sul na nação inteira.
VI
A musicalidade é mais forte na cultura Afro
Mesmo antes da escravização
Passa conhecimento para outras gerações
É sempre uma grande atração
Marcava o tempo do trabalho coletivo
Muito rica! Chama mesmo a nossa atenção.
VII
A cultura negra é bastante rica
Tem muita diversidade
É música, é dança é culinária
A escultura tem singularidade
Teve um grande a sua frente
Arquiteto e escultor de verdade.
VIII
Aleijadinho foi o grande mestre do Barroco
Mas do Barroco Mineirinho
Ele produziu várias esculturas
Ele foi muito espertinho
Ajudou a compor a história de Minas
Fachadas e igrejas esculpiu Aleijadinho.
IX
Adoeceu e alguns anos ainda viveu
Faleceu com 76 anos, sendo pobre
Dois séculos depois de falecido
Seu reconhecimento se descobre
Conhecido como o maior artista
Do Barroco Brasileiro, se tornou nobre.
X
Após perder os dedos dos pés
De joelhos teve que trabalhar
Com muito esforço conseguia
Ferramentas nas mãos tinham que amarrar
Pois já não tinha mais os dedos
E não conseguia segurar.
Poema produzido pela aluna Vanielly Alves Silva – 2° Ano C, do Ensino Médio, da EEEM Zenóbio Toscano, na Eletiva Literatura de Cordel, ministrada pela Professora Elimary Matias.