ESTUDANTES DA ESCOLA ZT ATINGEM ÓTIMAS PONTUAÇÕES NO DESAFIO NOTA 1000

Nesta sexta-feira, 22, a Secretaria de Estado da Educação da Paraíba divulgou o resultado do 3º Tema da Redação Nota Mil – Caminhos para a Promoção da Cultura da Paz e Direitos Humanos no Trânsito. Neste concurso, quatro estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio Zenóbio Toscano (John Kennedy) submeteram seus textos para análise: Edigleicy Henrique de Lima, José Igor dos Santos Bezerra, Maria Clara S. de Sousa e Samara Andrielly A. da Silva, todos do 3º Ano B. Os alunos obtiveram um ótimo resultado no desafio, por este motivo a escola os parabeniza pelo desempenho e incentiva-os ao aprimoramento do processo de escrita. O Desafio Nota 1000, programa criado no mês de março de 2020, pela Secretaria de Estado da Educação da Paraíba, visa incentivar a produção de redações e o desenvolvimento dos estudantes da Rede Estadual.

RESENHA CRÍTICA DA OBRA “O QUE TODO CORPO FALA”, DE JOE NAVARRO E MARVIN KARLINS

Por: Livya F. Palhano, 2º B

O que todo corpo fala é um livro escrito por Joe Navarro, um ex-agente do FBI e especialista em linguagem corporal em colaboração com Marvin Karlins. Nesta obra, os autores exploram de forma abrangente, o poder e a importância da comunicação não verbal nas interações humanas.

Navarro com sua vasta experiência como agente especializado em comportamento humano, traz ao leitor uma visão única das nuances da linguagem corporal. Ele apresenta uma série de exemplos reais de suas investigações, enriquecendo a narrativa com casos fascinantes e histórias reais que ilustram a importância de entender o que o gestos, expressões faciais e posturas revelam sobre as pessoas.

Uma das principais mensagens do livro é que a comunicação não verbal, muitas vezes, revela mais informações do que as palavras. Os autores também abordam como a leitura das pistas não verbais pode ajudar a detectar mentiras, identificar emoções ocultas e estabelecer uma comunicação mais eficaz em diferentes contextos, seja no trabalho, nos relacionamentos pessoais ou em situações de negociação. Este livro é uma lente fascinante e reveladora sobre a rica linguagem não verbal que todos nós usamos constantemente, ainda que muitas vezes sem perceber.

OPINIÃO: CONSEQUÊNCIAS DA DISSEMINAÇÃO DE IMAGENS NÃO AUTORIZADAS NA INTERNET

Por: José Igor, 3º B

Buckminster Fuller, escritor estadunidense, afirmou que “A humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa por razões erradas”. É perceptível que o avanço tecnológico permite novas modernizações e facilidades às pessoas na busca por informações e conhecimento, entretanto, essas inovações são, muitas vezes, usadas com o intuito de espalhar e denegrir a figura de um cidadão, o que, de acordo com a Constituição Federal, infringe o seu direito de imagem. Portanto, é necessária a orientação das precauções tomadas no ambiente cibernético e a implementação de sanções equivalentes à transgressão dos direitos humanos.

Em primeiro lugar, contemporaneamente, mais de 5 bilhões de pessoas estão conectadas no meio virtual, representando cerca de 63% da população mundial, segundo pesquisa da Data Reportal. Desses dados, há um grande número de indivíduos que não apresentam o conhecimento essencial sobre os cuidados no meio digital, o que contribui para a disseminação de imagens não autorizadas. Para tomar como exemplo, uma campanha intitulada Shore Nath Care criou um vídeo fictício em que uma garota de nove anos aparece crescida por meio de Inteligência Artificial, para mostrar como as suas fotos, publicadas em rede sociais pelos seus pais, podem ser espalhadas e usadas para roubo de identidade, acusação criminal falsa e até para pornografia infantil. Assim sendo, mostra-se indispensável a orientação do uso cauteloso da internet.

Em segunda análise, assim como acontece várias vezes, a ineficácia das leis favorece para a situação da impunidade dos responsáveis pela violação das liberdades individuais fazendo com que ocorra um aumento do número de imagens não consentidas expostas no ambiente digital. A título de exemplo, segundo dados da Central Nacional de denúncias de crimes cibernéticos houve um acréscimo do cálculo de relatos de crimes cometidos na internet dentre eles os de latos de fotos e vídeos de pornografia infantil foram mais de 98 mil. Se a falta de punição persistir, os resultados poderão ser maiores.

Por fim, diante do que foi visto, urge que a Agência Nacional de Telecomunicações realize campanhas de conscientização voltadas para os cuidados que devem ser tomados na internet, abordando sobre a facilidade da dispersão de fotos e vídeos e como isso prejudicará o futuro da vítima. Além disso, é necessário que o Poder Legislativo implemente leis que garantam o desencorajamento e a punição equivalente ao crime de disseminação de imagens desautorizadas. Essas ações devem ser feitas de modo que haja maior valorização dos direitos humanos na sociedade contemporânea.

Por: Nicole Gabriele Diogo, 3º B

O projeto de Lei nº 3311/20 criminaliza o registo fotográfico cinematográfico não autorizado. O uso da imagem por disseminação continua crescendo todos os dias no Brasil, na comunidade feminina, que tem suas fotos disseminadas, maleficiando sua integridade pessoal e social. Diante disso, percebe-se que a falta de debates e a ineficiência legislativa são causas delicadas. Em primeiro lugar, é evidente que a sociedade contemporânea sofre em virtude das principais consequências tecnológicas. Para o arquiteto Buckminster Fuller “A humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa por razões erradas”. Isso é nítido que são poucos os casos notificados e punidos adequadamente, visto que, para as vítimas, o desenvolvimento de distúrbios mentais como ansiedade e depressão vêm crescendo. Assim urge que as normas sejam mais efetivas.

Entretanto, nota-se que o estado deveria incluir, nas pautas debates escolares a temática, pois pouco se fala sobre a difusão do problema, consequentemente, motiva o silenciamento e a “normalização” desse fato em que, muitas vezes, as vítimas são vistas como causadoras. Logo, é urgente modificar essa situação. Portanto é indispensável intervir sobre essa questão. Para isso, o poder público deve potencializar o cumprimento das leis, por meio da ampliação das notificações e punições nos quadros de disseminação de imagens a fim de reverter o déficit legislativo.

Desse modo é preciso intervir sobre a escassez de conversas sobre o assunto e sobre os preceitos da Declaração dos direitos humanos

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Por: Mayellen Ferreira, 3º B

É preciso que as formas de intervenção para reduzir o número de casos de disseminação de imagens na internet sejam cada vez mais utilizadas.

Já que as causas são diversas, nos jornais, nos blogs, em qualquer meio de informação mostram-se relatos de vazamento de imagens ou dados pessoais violados. Exemplo disso são os nudes, o estupro on-line bullying on-line, entre outros, trazendo também para as vítimas problemas emocionais e legais. A justiça intervém com o Código Penal 13.772/18 onde diz que não há o consentimento de disseminar imagens íntimas na internet. A lei age dessa forma a favor dos mais prejudicados por essa causa, com pena de um a quatro anos, informando os primeiros passos caso ocorra com o indivíduo essa situação de alguém hackear o seu dispositivo, a pessoa terá de, imediatamente, denunciar e falar o que aconteceu para as autoridades. Com esta ação, ela ajudará no processo de indenização.

Em vista de que vivemos em um mundo cada vez mais tecnológico, onde utilizamos os meios digitais, Para praticamente tudo que precisamos, informação, entretenimento, comunicação, teletransporte, estamos dependendo ainda mais da internet. Ela contribui para evolução em qualquer segmento no mundo. Entretanto, como tudo tem seus lados negativos, o espalhar imagens sem autorização é um deles.

Temos de abraçar as formas de auxílio e solução que a lei nos oferece. Isso ajuda a diminuir o número de hackers e ajuda as pessoas afetadas, para que o culpado tenha sua punição. Existe, nos últimos tempos, um grande número de hackers podemos também sugerir modos, métodos seguros de consumo de aplicativos que são muito acessados hoje em dia.

CRÍTICA DO LEITOR – “CRIME E CASTIGO”, DE FIÓDOR DOSTOIÉVSKI

Por Márvia Maria M. de Oliveira, 3º B

“Aquele que tem sentimentos sofre reconhecendo seu erro. É seu castigo independentemente da prisão”. A obra de Dostoiévski, desde cedo, nos coloca questões morais. Somos apresentados de início à personagem principal que é Ródion Ramanovich, um homem que largou os estudos devido a problemas financeiros e vive em um minúsculo apartamento em São Petersburgo. Seu ego é altíssimo e, mesmo em meio de tanta miséria, acredita que está destinado a grandes feitos.

Passando por um longo período de problemas financeiros, ele recorre à ajuda de uma senhora, que lhe emprestou dinheiro, porém, cobrando juros muito altos. Acreditando que essa senhora é uma má pessoa que possui um péssimo caráter, sempre explorando e maltratando quem lhe pede ajuda, ele decide assassinar a senhora. Mesmo com o medo e a preocupação de que tais ações trariam consequências, não foi o suficiente para fazê-lo desistir. E no momento em que termina, por fatalidade do destino, comete outro crime. Depois de seus atos, Ródion lida com a culpa, chegando a ter delírios febris, sempre explicando para si mesmo que o que fez foi necessário e bom.

Dostoiévski explora a natureza humana, a culpa, o arrependimento e como a sociedade pode afetar a moralidade de uma pessoa. A leitura de Crime e castigo pode ser desafiadora, mas é também intrigante e filosófica, faz questionar e assemelhar os sentimentos descritos pelo autor com situações cotidianas e pensamentos errôneos próprios. Somos seres propensos ao erro, mas reconhecer o nosso erro é mais difícil do que cometê-lo.

CRÍTICA DO(A) LEITOR(A) – “PRISIONEIROS DA MENTE”, DE AUGUSTO CURY

Por: Márvia Maria M. de Oliveira, 3º B

Mentes ansiosas e com baixo limiar para suportar frustrações se multiplicam como um vírus na era digital. Estes são tempos sombrios para o planeta Terra e mais ainda para o “planeta cérebro”. A insegurança e ansiedade, diante do que o futuro reserva, geram sofrimento e fazem parte da rotina do ser humano, mentalmente hiperestimulado.

Leitura, extremamente, necessária para todos que vivem nessa era fútil feita de aparências onde likes em redes sociais importam mais do que pessoas reais. Estamos apodrecendo em conjunto, uma sociedade porcelana, frágil, superficial. Pergunte a qualquer um sobre notícias recentes em sites de fofocas e lhe saberão responder com entusiasmo e maestria, mas lhes fizer uma simples pergunta sobre o conhecimento de si próprio, ficarão perdidos e pensativos.

A cada dia que se passa, sentimo-nos mais prostrados, angustiados, ansiosos, mal vemos o tempo passar ao nosso redor. Não são mais dias que passamos e sim flashes rápidos, não aproveitamos mais nossos dias ou planejamos algo novo para fazer com amigos e família. A tecnologia é acessível e de tudo se vê e ouve. Para que sairmos se podemos conversar através de nossos aparelhos, podemos nos ouvir e ver, trocar textos, podemos ouvir uma pessoa, uma boa música ou assistir a um bom filme.
Mas quanto mais nos aprofundamos em toda essa praticidade, mais vaga se tornam nossas vivências. Às vezes, olho para trás e vejo se estou vivendo ou apenas seguindo dia após dia de forma programada. Penso, de forma cômica, que passo tanto tempo com máquinas que me tornei uma e vivo no automático. É desesperador!

Foi uma leitura difícil, pois senti que me dava um sermão a cada passar de página. Mas me fez refletir sobre o caminho que estou tomando em minha vida, que é o caminho para a beira do meu precipício mental, e me fez perceber que pequenas mudanças são necessárias em minha rotina se quero ter algo útil, memorável para contar aos meus netos no futuro.

O livro narra a história de Theo Fester, um influente empresário do Vale do Silício, que, ao descobrir uma doença mortal passa a questionar sua vida. Assim como muitos de nós, ele percebe que viveu esse tempo todo no automático. Um homem que conseguiu tudo o que o dinheiro pode comprar, mas percebe que não adquiriu mais simples e necessário prazer humano, a sua felicidade pessoal.

Apenas leiam se puderem. Estarão fazendo um bem para si mesmos. Talvez seja o clique do qual precisam para acordar dessa hipnose tecnológica.

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL: LIÇÕES DA HISTÓRIA PARA A CONSTRUÇÃO DO AMANHÃ

A Independência do Brasil foi declarada no ano de 1822 por D. Pedro I, transformando assim o país em uma monarquia. São 201 anos da Independência, e todos esses anos nos trouxeram muitas lições que podem ser refletidas até hoje, entre essas lições podemos encontrar a luta por uma sociedade mais justa e mais igualitária, com direito a votar e escolher o governante de seu país.

O Brasil, que é considerado um dos maiores territórios com biodiversidade, precisa de governantes que saibam cuidar da biodiversidade e que tenham garra para lutar por uma sociedade mais justa, onde pessoas que moram na periferia tenham a garantia de obter os mesmos direitos de outros cidadãos.

Em um país rico como o Brasil, onde a cada dia cidadãos dão a vida para desenvolvê-lo, precisamos de governantes que o valorize, como os trabalhadores em busca de um país melhor e novo amanhã.

(Ana Kamilly Felix da Silva, 1º D)

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Em 7 de setembro de 2023, o Brasil completa 201 anos de Independência. Esse marco histórico é uma oportunidade para refletirmos sobre as lições que podemos aprender do passado para construir um futuro melhor. Um dos principais ensinamentos da história brasileira é que a Independência não é um fim em si mesma, mas um meio para alcançar a liberdade e o desenvolvimento.

Ao longo dos anos, o Brasil enfrentou diversos desafios, como escravidão, a desigualdade social e a dependência de outros países. Uma das principais lições que podemos aprender é que a educação é fundamental para o desenvolvimento do país. A população precisa estar bem informada e preparada para participar da vida política e econômica.

Além disso, o desenvolvimento sustentável é essencial para o futuro do país. É preciso preservar o meio ambiente e garantir a qualidade de vida das gerações futuras.

Para superar os desafios do Brasil, país diverso em culturas e origens, é necessário união, é preciso promover o diálogo e o respeito mútuo para construirmos uma sociedade mais justa e igualitária.

(Gabriel Fernandes Rocha, 1º D)

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O racismo é um grave problema que afeta a sociedade em diversos aspectos. É uma forma de discriminação baseada na cor da pele, origem étnica ou nacionalidade de uma pessoa. O racismo persiste no Brasil causando sofrimento e desigualdade.

O racismo não apenas prejudica as vítimas diretamente, mas também afeta a coesão social e a convivência harmoniosa entre as pessoas. Ele impede o acesso igualitário, oportunidades educacionais, econômicas e sociais, criando um ciclo de desvantagens para as comunidades marginalizadas.

É importante combater o racismo em todas as suas formas. Para isso é fundamental promover a igualdade de oportunidades e garantir que todos tenham acesso aos mesmos direitos e benefícios. Não podemos nos resignar a essa realidade, devemos lutar ativamente contra essa forma de discriminação, promovendo conscientização, educação e oportunidades para todos.

(Sabrina e Marcela, 1º F)

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POR UM PAÍS MELHOR

No filme Cidade de Deus, criado em 2002, a realidade brasileira é mostrada de forma “nua e crua” para todos que o assistem. Infelizmente a realidade apresentada predomina até os dias de hoje, uma realidade de miséria, racismo, falta de ajuda governamental e pura desigualdade que as pessoas faveladas ainda sofrem.
É assunto de discussão na atualidade. O racismo é um fator a se levar em consideração, analisando-se as favelas brasileiras. No entanto, esquece-se de que as favelas foram criadas principalmente por causa do racismo. O povo negro, anteriormente escravizado, foi liberto sem nenhum bem em sua posse e sem nenhuma oportunidade de conseguir um emprego, pois apesar da escravidão ter sido abolida, o racismo ainda mais forte naquela época, persiste em nossos dias, o que o torna um fator que deve ser considerado, na análise das favelas do nosso país.
Apesar de o tema em questão ser um fator importantíssimo, não é mais importante que o analisado a seguir: A Invisibilidade Estatal. O governo parece ter certa satisfação em simplesmente ignorar as favelas, seja seus habitantes com suas necessidades, seja a própria infraestrutura da comunidade. Tal coisa acontece devido a vários fatores. Ele é um amálgama de tudo o que tornou as favelas um lugar miserável por tanto tempo. A cor da pele, o financeiro, o preconceito, tudo serviu para torná-las invisíveis perante o estado. Apesar de tudo, as Periferias deram seus primeiros passos em direção à melhora e na atualidade há pessoas que lutam contra o preconceito de que tudo existe nas favelas, seja crime seja pobreza extrema.

Por fim, é de prioridade estatal, não apenas de um setor separado, mas de todo o governo brasileiro, priorizar mais as questões que realmente importam para as pessoas de periferias: auxílios, escolas, hospitais… E, por fim, a visibilidade. As favelas precisam de visibilidade, pois apesar de muitas pessoas já terem perdido seus preconceitos, outras ainda continuam com suas questões retrógradas.

( Vinícius Severino 1° Ano C)

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Atualmente, o Brasil apresenta taxas altíssimas de fome, desemprego, pobreza, desigualdade social, crimes e grande corrupção. Além da baixa alfabetização, conflitos entre facções e militares, que muitas vezes resultam em mortes principalmente de crianças.
No entanto, não devemos focar apenas nos nossos estragos em todo o país, pois ainda há esperança, “não olhemos para baixo”. Apesar de ser um país de muitas riquezas, seus problemas são nítidos, com aumento de índices de mortalidade, exclusão e doenças que não afetam apenas o crescimento e desenvolvimento, mas principalmente a saúde e o bem-estar da população, para superar seus problemas é preciso investir na inovação.
É preciso conhecê-los, estudá-los, analisar seus detalhes para chegar a uma solução eficaz. A gestão é a maior dificuldade, devido aos erros, por isso é essencial fortalecer a economia, investir em educação que é o que mais falta para um país promissor, o Brasil precisa aprender e não dar, organizar de fato tudo: o salário dos professores, promover o manejo da terra com usos sustentáveis e produtos da terra. É crucial entender as causas e consequências para identificar formas e caminhos de combatê-los.

Ou seja, usar o país do jeito que ele realmente merece; embora sejam diversos estão interligados e há algumas maneiras: diminuindo os índices de violência, pois vivemos em um país que ultrapassa sempre o número de assaltantes; precisamos de um governo melhor para todos, para fazer política e acreditar na política, crescer como um país desenvolvido, não somente sendo sub ou inferior aos demais. Porque podemos sim, ser uma nação grande e unida.

(Eduarda Pacífico e Júlia Gerônimo, 1° ano C)

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Para construir um Brasil melhor, as pessoas precisam fazer escolhas governamentais alinhadas com os interesses de políticas públicas expressas pela maioria da população, assim como se empenhar em promover o bem-estar social em cada comunidade.
A adoção de práticas transparentes, a diminuição da corrupção e a participação popular são cruciais para fortalecer a democracia. Além disso, um sistema de representação mais eficiente, que apresente verdadeiramente os interesses da população, são fundamentais para garantir um Brasil melhor.
No âmbito econômico, é necessário promover o desenvolvimento sustentável, como investir em tecnologias limpas.
Um Brasil melhor é alcançável, mas exige ações coordenadas e compromissos de longo prazo. Ao melhorar a educação, reduzir a desigualdade, combater a corrupção e preservar o meio ambiente… O Brasil pode se tornar uma nação mais justa, próspera e sustentável.

(Gabriel da Silva- 1° ano C)

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RESENHA CRÍTICA DA OBRA “A IGREJA DO DIABO”, DE MACHADO DE ASSIS

Por Laura Nayane Albuquerque Diniz, 2º A

A obra A igreja do Diabo é um conto do livro Histórias Sem Datas, de Machado de Assis, escrito em 1884. O conto relata que, um dia, estando profundamente entediado, o Diabo teve a ideia de fundar a sua própria igreja.

“Embora os seus lucros fossem contínuos e grandes, sentia-se humilhado com o papel avulso que exercia desde séculos, sem organização, sem regras, sem cânones, sem ritual, sem nada. Vivia, por assim dizer, dos remanescentes divinos, dos descuidos e obséquios humanos. Nada fixo, nada regular. Por que não teria ele a sua igreja? Uma igreja do Diabo era o meio eficaz de combater as outras religiões, e destruí-las de uma vez.”

E rápido, batendo as asas, saiu das sombras para o infinito azul, para poder comunicar a Deus o seu plano mirabolante. Deus recolhia um ancião, quando o Diabo chegou ao céu. Os serafins que adornavam o recém-chegado contiveram-se logo, e o Diabo entrou com os olhos voltados ao Senhor.

Em sua curta conversa com Deus, o Diabo, além de provocá-lo em todas as oportunidades, gabava-se dos planos que tinha para fundar a sua igreja e atrair fiéis. E tendo Deus contestado e reprimido tais ofensas, impôs-lhe o silêncio, o fazendo cair sob a terra.

Uma vez na terra, o Diabo não perdeu um minuto. Apressou-se em espalhar uma doutrina nova e extraordinária. Ele prometia aos seus discípulos as delícias da terra; todas as glórias; os prazeres mais íntimos. Confessava que era o Diabo, mas confessava para desconstruir a noção que os homens tinham dele.

“Sim, sou o Diabo. Não o Diabo das noites sulfúreas, dos contos soníferos, terror das crianças, mas o Diabo verdadeiro e único, o próprio gênio da natureza, a que se deu aquele nome para arredá-lo do coração dos homens. Vede-me gentil e airoso. Sou o vosso verdadeiro pai. Vamos lá: tomai daquele nome, inventado para meu desdouro, fazei dele um troféu e um lábaro, e eu vos darei tudo, tudo, tudo…”

Era assim que falava, a princípio, para excitar o entusiasmo e congregar multidões ao pé de si. E elas vieram; e logo que vieram, o Diabo passou a definir a doutrina. Pela sua parte o Diabo prometia substituir a vinha do Senhor, pela vinha do Diabo, pois não faltaria nunca aos seus com o fruto das mais belas cepas do mundo.

O diabo, então, incutiu grandes golpes de eloquência, trocando a noção das coisas, fazendo com que seus fiéis amassem as perversas e detestassem as sãs. Incitando assim a ira, a soberba, a luxúria, a inveja e outras “virtudes” de sua doutrina. A igreja foi fundada e sua doutrina propagada. “Não havia uma região do globo que não a conhecesse, uma língua que não a traduzisse, uma raça que não a amasse. O Diabo havia triunfado.”

Um dia, porém, longos anos depois, notou o Diabo que muitos dos seus fiéis, às escondidas, praticavam as antigas virtudes. Não as praticavam todas, nem integralmente, mas algumas, por partes, às ocultas. Algumas pessoas recolhiam-se em cumprir preceitos católicos; muitos ainda davam esmolas à noite; os fraudulentos falavam, uma ou outra vez, com o coração nas mãos.

A descoberta assombrou o Diabo. Meteu-se a conhecer mais diretamente o mal, e viu que lavrava muito. Não se deteve um instante. O baque não lhe deu tempo de refletir, comparar e concluir do espetáculo presente alguma coisa análoga ao passado. Voou de novo ao céu, trêmulo de raiva, ansioso de conhecer a causa secreta de tão singular fenômeno.

O conto nos faz refletir sobre a grande contrariedade do ser humano, que tendo de se esforçar para seguir aquilo que lhe fora determinado, acaba por fazer totalmente o contrário. Podemos tomar como exemplo o caso de muitos religiosos, que, tendo sido ensinados a obedecer diversos preceitos, fazem o oposto. Sendo ensinados a amar o próximo, destilam ódio de todas as maneiras possíveis. A ironia neste conto se dá pelo conflito moral do homem. Ordenando o Diabo fazer o mal, as pessoas passaram a praticar o bem; e do mesmo modo como ocorre no caso contrário, às escondidas.

PROJETO FILOSOFIA ANCESTRAL PREVÊ CONCLUSÃO DAS ATIVIDADES

Por Josinaldo Santos

O Projeto Filosofia Ancestral – Memórias e Saberes está chegando em suas ações finais. De forma transdisciplinar e com uso de Metodologias Ativas vem envolvendo os alunos dos 2º Anos do Ensino Médio em estudos teóricos seguidos de ações práticas voltadas à construção de uma ambiência sem preceitos, numa perspectiva de ser um estímulo à construção, à descoberta, a vivências de conhecimentos ancestrais.

Na última quinta feira, 31/08/2023, a temática foi trabalhada, exclusivamente, pelos alunos e líderes de turma, ou seja, o exercício do protagonismo. Segundo Costa (2001, p.9), um dos poucos autores a tratar da relação protagonismo/educação formal no Brasil, utiliza o termo protagonismo para designar “a participação de adolescentes no enfrentamento de situações reais na escola, na comunidade e na vida social mais ampla”. A partir daí, eles desenvolveram a temática e a atividade proposta.

A aula abordou a temática da memória, percepção e lembrança em Bergson e ainda a poetização da memória em Kierkegaard com o objetivo de entender a importância das lembranças e a liberação ancestral. Para isso, utilizaram-se envelopes para que cada aluno registrasse, em uma folha, de forma diversa, desenho, música, elementos disponíveis na memória e depositassem dentro dele. Ao final, cada aluno resgataria as lembranças e discutiriam em sala de aula os conhecimentos da ancestralidade.

ABERTURA DA SEMANA DA INDEPENDÊNCIA DESTACA SENTIMENTO CÍVICO DOS ESTUDANTES

Na segunda-feira, 04 de setembro de 2023, a Escola Estadual de Ensino Médio Zenóbio Toscano realizou a abertura da semana da Independência, com atividades que estimulam o sentimento de amor à pátria, o estudo dos símbolos patrióticos e seus significados, bem como o interesse pela pesquisa sobre as mudanças nas estruturas políticas do país ao longo dos séculos.

Os estudantes dirigiram-se ao Ginásio de Esportes, organizaram-se em filas e, após discurso da Gestora Escolar, Flaviana Santos, entoaram o Hino Nacional. Deu-se sequência ao evento de abertura com as atividades mediadas pelos professores em sala de aula, as quais destacam-se a leitura e análise do Hino Nacional, estudo do vocabulário, pesquisa sobre o contexto histórico de produção do símbolo patriótico e produção textual sobre o tema: Dois séculos de Independência do Brasil – lições da história para a construção do amanhã. As melhores produções serão selecionadas para publicação no gaZeTa news estudantil, na próxima semana.

Conforme programação, na quarta-feira, a comunidade escolar apreciará o Desfile Cívico de sua municipalidade; e, considerando o feriado nacional do dia 7 de setembro (quinta-feira), a Secretaria de Estado da Administração facultou o expediente nas repartições públicas estaduais na sexta-feira, de acordo com a Portaria 445/2023 SEAD, de 1 de setembro de 2023.

Inspirada no contexto da Independência, a escola enfatiza aos seus discentes que o melhor caminho para o alcance da liberdade – um dos maiores anseios políticos, é o diálogo, a mediação de conflitos por meio da palavra e do respeito às diferentes visões de mundo. A construção de um país mais justo, propício ao desenvolvimento e à melhoria da qualidade de vida da população também começa pelo trabalho realizado na sala de aula, onde professores e alunos, com objetivos comuns, lutam para transformar o futuro da nação.

RELATO DE EXPERIÊNCIA – FOLCLORE

Por: Elimary Matias Rodrigues

Estando sob minha responsabilidade trabalhar com o Componente Curricular: ARTE, nos 1°s anos do turno manhã da EEEM Zenóbio Toscano ( John Kennedy) e por entender a disciplina como um grande acervo de linguagens que envolve a música, a dança, o teatro, o cinema e demais formas de comunicação e expressão, decidi no no mês de agosto, dentre outros temas, trabalhar sobre o FOLCLORE, que de maneira tão precisa representa o grande conjunto de manifestações artísticas na cultura nordestina.
Fiz um roteiro geral, dando uma ideia ampla do que poderia ser pesquisado e pedi que formassem duplas e pesquisassem livremente, escolhendo assuntos diversos que tivessem a ver com os usos e costumes do nosso povo. Após as pesquisas eles fariam a apresentação do material colhido. O resultado foi melhor do que esperava. Apesar de alguns, como sempre, não atenderem nossas solicitações, a maioria cumpriu a sua tarefa com empenho e eficiência.


As pesquisas foram muito ricas e diversificadas. Dentre elas tivemos algumas Lendas, Festas Juninas, Comidas Típicas, Carnaval, Tipos de danças, Provérbios entre outros. No final das apresentações, eu procurava saber o que significou aquele trabalho. E que dissessem com as próprias palavras a importância de tê-lo realizá-lo. De forma espontânea alguns deixaram seus comentários:
“A Iara trata-se de uma lenda indígena, segundo o mito seja a sereia mais perigosa de todos os sete mares, seu nome foi denominado devido a sua história conta que era a filha de um pajé por ser era bastante famosa por ser uma exímia guerreira, canto e beleza, essas qualidades de Iara despertavam a inveja alheia, fazendo com que ela fosse vítima de seus irmãos, que se uniram para matá-la, durante armadilha Iara resistiu e, na luta, matou todos os seus irmãos, também ajudada pelos animais, acabou se tornando Mãe-d’Água, agora protege todo o oceano Atlântico que cobre toda a Amazônia, sendo majestoso esse canto para a preservação de toda água e os animais contra marinheiros, pescadores e quem for poluir seu mar” (Eduarda Pacífico- 1° ano C).
“Minha pesquisa foi sobre o Boto cor-de-rosa, um mito conhecido do folclore. A história do boto é bem interessante, um boto que se transforma em homem e encanta mulheres nas noites de festa. Eu gostei de pesquisar sobre isso, aproveitei para ler sobre os outros mitos e lendas. O folclore brasileiro é recheado de histórias, danças, brincadeiras. pesquisando sobre o assunto, entendemos um pouco sobre a nossa cultura” (Laís Vitória-1°A).

“A minha pesquisa foi sobre a lenda do Curupira. Eu entendi que o Curupira é um personagem descrito como um anão forte e ágil de cabelos ruivos que possui os pés virados para trás. Assim, ao caminhar, o curupira consegue enganar alguém que pretenda segui-lo olhando para suas pegadas. O perseguidor pensará sempre que ele foi na direção contrária. A lenda afirma que o Curupira vive na mata fazendo travessuras, sendo considerado o protetor das florestas” (Roberta- 1° A).
“Para mim, ficou claro que lendas como aquelas são ricas para a cultura do Brasil, que são consideradas partes até mesmo do cotidiano de muitas pessoas que acreditam e dizem ser ” real”. Gostei de ter apresentado uma vez que é uma das que eu mais estudei e aprendi, E eu poderia explicar o meus conhecimentos sobre ela, para pessoas curiosas ou com dúvidas” (Nathan-1° Ano).
“A Lenda: A mula sem cabeça. Como eu expliquei na sala, história, vou fazer um breve resumo. A lenda fala que uma das formas de evitar que uma mulher seja transformada em mula é sendo amaldiçoada por um padre sete vezes antes do início de uma missa. Outras versões afirmam ser necessário retirar o freio que está na boca da mula ou então feri-la com qualquer objeto pontiagudo.
Depois que a mulher amaldiçoada retorna a sua forma humana, ela pode ser encontrada toda ferida” (Arthur Daniel-1° C).
“Entendi muita coisa sobre o carnaval, os três dias de festa, as festas de ruas, os blocos. Gostei muito de saber da história sobre o carnaval, tem a quarta feira de cinza e alguns dias que não posso comer carne fazer jejum porque entramos na Quaresma” (Josielly- 1°B).

“Acredito que o assunto que apresentei foi muito interessante e relevante. As brincadeiras folclóricas são uma parte importante da nossa cultura e merecem ser preservadas” (Paulo Germano- 1°ano – A).