4º BIMESTRE – DIÁLOGOS CULTURAIS MARCAM VIAGEM TURÍSTICA DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO NA CAPITAL PARAIBANA

Por: Joseane Gomes

No dia 05 de outubro de 2023, professores da Escola Estadual de Ensino Médio John Kennedy (Zenóbio Toscano) realizaram uma aula de campo para a cidade de João Pessoa, envolvendo alunos do 3º Ano, do turno tarde. A atividade contou com a participação de professores de História, Geografia, Química e Física, tendo como objetivo conhecer um pouco da história da arte e arquitetura colonial da cidade, como também ampliar o conhecimento sobre a participação da igreja como detentora de poder espiritual na Paraíba.

Dentro do roteiro pré-estabelecido, fez-se a visita ao Centro Cultual São Francisco onde, na oportunidade, os alunos apreciaram a beleza do complexo arquitetônico da Igreja São Francisco, um  dos mais importantes acervos do Barroco brasileiro, com exposição de Arte Sacra; o Memorial Arquidiocesano, entre outra maravilhas que os fizeram viajar no tempo.

Para descontrair, visitou-se o parque Arruda Câmara ( Bica ), onde contemplou-se a diversidade da fauna e da flora presente na Paraíba, tudo regado a muito riso e descontração. Por volta do meio dia, houve a degustação de um excelente almoço, que revitalizou as energias.

Por fim, o passeio à Estação Cabo Branco, local onde os alunos puderam ver de perto a obra idealizada pelo arquiteto Oscar Niemayer, oportunizou a reação de encantamento ao apreciar o painel do artista plástico Flavio Roberto Tavares, intitulado  “ O Reinado do Sol”, exposto na entrada do prédio e que mostra a história da fundação da cidade de João Pessoa e a conquista da Paraíba.

Neste clima de harmonia, descontração e aprendizagem, professores e estudantes regressaram a Guarabira com o coração cheio de gratidão e um repertório cultural bem mais afinado.

A estudante Leidiane Pereira dos Santos, do 3º C, disse, com entusiasmo, como foi para ela vivenciar esse momento de múltiplas aprendizagens: “A viagem para mim foi incrível. Foi minha primeira viagem para João Pessoa. Vi pontos turísticos como o Centro Cultural São Francisco, que é uma das construções mais belas, imponentes e bem conservadas do Centro Histórico de João Pessoa. Também passamos na Estação Cabo Branco. Fiquei encantada de ver os pontos turísticos, pois a minha única curiosidade era saber mais sobre a história e a cultura da cidade. Fiquei encantada com a arquitetura do Centro Cultural de São Francisco e da Estação Cabo Branco”.

Ana Gabriela Soares Rodrigues, do 3º D, também registrou sua alegria em participar da viagem cultural: “A viagem a João Pessoa foi incrível. Adquirimos conhecimentos, conhecemos lugares novos, tivemos a chance de conhecer novas histórias, como foi no passado na igreja São Francisco, as obras e histórias da Estação Ciência”!

Edilson Bento de Oliveira Filho, do 3º C, também enfatizou a importância dos diálogos culturais: “A viagem escolar para João Pessoa foi uma experiência incrível! Visitamos o Memorial São Francisco, onde aprendemos sobre a história e a influência franciscana na região. Foi fascinante conhecer os detalhes da arquitetura e os artefatos históricos presentes no memorial. Além disso, exploramos o Espaço Cultural, um lugar cheio de atividades culturais e artísticas. Os professores Daniel, Janaina e Josiane nos guiaram durante toda a viagem, compartilhando conhecimentos e tornando a experiência ainda mais enriquecedora. Foi uma oportunidade única de aprender e se divertir ao mesmo tempo!”

Jéssica Silva Dias de Araújo, do 3º D, falou que jamais esquecerá a experiência: “A viagem de João Pessoa com os professores e colegas foi incrível. Muitos conhecimentos e muitas emoções! Vai ser algo que eu irei lembrar para o resto da minha vida, pois foi muito marcante conhecer cada pedacinho da cultura da nossa Paraíba”!

Andressa Claudino Pereira, 3º D, mencionou a forte conexão com os professores: “Uma aula de campo incrível, em João Pessoa , para conhecer um pouco da história e da arde local. No Centro Cultural São Francisco pudemos apreciar a beleza da arquitetura da igreja e exposições de arte sacra e entre outros pontos. Com a participação maravilhosa dos professores Joseane , Janaína e do professor Daniel, pessoas que se tornaram muito importantes para mim. A viagem foi inesquecível”!

Já a estudante Luziane de Oliveira, do 3º C, relatou um pouco mais sobre este evento enriquecedor: “No dia 05/10/2023, fomos à cidade de João Pessoa, onde tivemos uma aula de campo incrível, juntamente aos professores Daniel, Janaina e Joseane, que nos guiaram durante esse dia inesquecível. Visitamos o Centro Cultural São Francisco – sua beleza arquitetônica é única – nos fez explorar a sensação de estar diante de uma história de séculos atrás. Além disto, visitamos a Estação Cabo Branco, onde conhecemos ainda mais sobre a cultura, a arte, e ainda contemplamos uma vista incrível da nossa capital maravilhosa. Essa viagem me fez refletir sobre o quanto a história, a arte, são importantes para a nossa sociedade, conhecer as histórias dos nossos antepassados nos despertou uma sensação ímpar, impossível descrever em palavras”.

O compromisso de todos os envolvidos foi de fundamental importância para o sucesso do evento. Os professores Daniel, Janaina, Lourdinha ,Ruth e a gestora Flaviana foram formidáveis em suas colaborações.

Que venham outras !

CAMINHOS ENTRELAÇADOS

Fanfic baseada em Titanic, filme de longa-metragem dirigido por James Cameron.

Autora: Maria Clara Cardoso Silva, 2º B

CAPÍTULO 1 – O ENCONTRO

Rose embarca no Navio Titanic, a passeio com sua mãe e seu noivo. A verdade é que Rose não sente absolutamente nada por Cal Hockley (seu noivo). A jovem queria viver uma vida simples e normal, não uma vida de madame igual à sua mãe.

Jack Dawson, um pobre artista, com uma beleza sensacional, ganha uma viagem de 3ª classe, no Titanic, pois não tinha as mesmas condições de Rose. Jack viaja dando tchau a todos os amigos, colegas e até mesmo para aqueles que ele nunca viu na vida e segue animado no navio.

Um tempo depois…

No quarto de Rose

À noite, Rose, a senhora Ruth Dewitt (sua mãe) e Cal foram convidados pelo Senhor Joseph Bruce (dono do navio) para um jantar de luxo que aconteceria no salão principal do navio.

Rose: O que combina com uma garota ruiva dos olhos verdes? – pergunta baixo para si mesma. Ela revira o guarda-roupa inteiro à procura do vestido perfeito. Um vestido verde longo de mangas curtas… Não. Um vestido rosa com branco? Muito simples. Um vermelho com renda? Perfeito! Ela veste o vestido, adicionando um colar e um par de brinco esmeralda, e está pronta.

Jack cansado do longo caminho, resolve sair do quarto e relaxar na popa, parte traseira do navio. Acende o cigarro e observa as estrelas.

No jantar…

Enquanto Rose estava no jantar, ela começa a pensar, pensar e pensar, como sua vida consegue ser tão repetitiva e inútil, por estar vivendo o que não queria. A jovem, estressada com a situação, deixa tudo para trás e vai para a ponta do navio, onde se pendura, sem pensar duas vezes, para cometer um suicídio. Jack vê a situação e tenta ajudar.

Jack: Senhorita, precisa de ajuda?

Rose: Vá embora! O senhor está me desconcentrando.

Jack: Não faça isso.

Rose: Que é o senhor para dizer o que eu faça o deixe de fazer? Quem resolve o que vou fazer da minha vida sou eu, então vá embora, por favor!

Jack: Não, não. Quer saber? Se você pular, eu pulo, porque eu não vou ficar com essa culpa.

Jack, então, começa a desamarrar os sapatos e tirar o paletó.

Rose: O que o senhor está fazendo?

Jack: Eu já falei, se você pular, eu vou ter que pular também.

Rose: Você não teria coragem.

Jack: Olhe, não duvide de mim.

Depois de muita luta, Jack convence Rose a desistir.

Jack: Qual é o seu nome?

Rose: Rose Dewitt Bukater.

Jack: Você vai ter que anotar pra mim.

Os dois começam a rir.

Rose: E do senhor?

Jack: Jack Dawson, mas pode me chamar de Jack.

TUDO POR AMOR

Fanfic inspirada na obra A cartomante, de Machado de Assis

”Te vejo às 20h!!”

Era a simples mensagem que Rita estava encarando ansiosa e, ao mesmo tempo, feliz, porém um pouco receosa. Há um certo tempo ela já vinha conversando com Camilo, sempre que via nas notificações que ele lhe havia respondido ficava com borboletas, independentemente se fosse apenas um “bom dia”. Batia o seu pé no chão repetidas vezes enquanto encarava o armário, debatendo se deveria ir muito arrumada ou não. Rita conheceu Camilo na faculdade, quando estava perdida, procurando qual era a sua classe. Ele apareceu e, amigavelmente, ajudou-a. Percebeu que estava divagando muito sobre o outro assunto que já eram sete 7h:30min.

Eles passaram quase a noite toda conversando. Rita se deu conta de que já estava tarde e ela precisava ir para casa. Camilo disse um “eu te levo até em casa”. Já que eram mais de 10 horas, Rita aceitou o convite de Camilo. Então os dois foram no carro. Eles foram o caminho todo se falando. Ele convidou-a para ir à praça tomar um açaí qualquer dia desses. Rita aceitou. Camilo, então, deixou Rita em casa. Ao chegar em casa, a moça ficou muito feliz por Camilo convidá-la para sair no dia seguinte. Camilo mandou mensagem para Rita, perguntando se daria certo eles irem para a praça. Rita muito ansiosa disse que sim. Eles marcaram de ir às 3 horas da tarde. Camilo foi pegar Rita em sua casa.  Enquanto ela, ansiosamente, o esperava, em seu quarto, terminando de se arrumar, viu o carro de Camilo chegando. Como ela estava feliz! Eles foram para a praça e ficaram lá conversando até tarde da noite.

E foi ali que Camilo aproximou-se de Rita, olhou em seus olhos e percebeu que estava completamente apaixonado por ela. Os olhos dela brilhavam e seu coração estava acelerado, então eles se beijaram naquela linda noite de luar. Por um minuto o tempo parou para eles. E ainda olhando em seus olhos Camilo lhe falou: “Na primeira vez que eu te vi, senti algo mais forte que eu. E todas as vezes que eu ia falar com você, meu coração batia mais forte e minhas mãos ficavam geladas. E como um covarde, eu recuava e não conseguia falar com você, até que um dia uma antiga amiga nossa do colégio percebeu que eu estava completamente apaixonado por você e me passou seu Instagram. Então, quando eu cheguei em casa, muito ansioso, logo fui te enviar uma mensagem, porém tive receio de você me rejeitar”.

Rita, derretida com as palavras do jovem, voltou o terno olhar para  Camilo, dizendo-lhe: “Eu tinha muito medo de me apaixonar de novo, pois há algum tempo dei o meu coração para alguém que o despedaçou e jamais pensei que eu iria me apaixonar de novo, até te encontrar”.

Camilo sentiu-se correspondido e investiu um discurso filosófico na conquista: “Como alguém poderia ter machucado uma pessoa tão doce como você?”

Ela simplesmente sorriu, o que o motivou a não parar de elogiá-la, prometendo-lhe nunca machucar seu coração. Depois, eles seguiram seus destinos. Ele a levou em casa, despediu-se com um beijo e seguiu. Ela se deitou em sua cama e ficou imaginando se tudo aquilo era real ou apenas um sonho, e se perguntou sorrindo: “Será que foi por acaso ou foi o destino?”

E de repente, seu celular toca, e ela corre para o atendê-lo, e, quando atende, ouve a voz do seu amado, e mais uma vez deu um sorriso e seu coração acelerou e falou “Você me ligando essa hora?”

Ele respondeu: “Peço desculpas, mas só queria lhe dizer que adorei nosso encontro e espero poder te ver mais vezes”.

“Também gostei muito, obrigada.”

Ele, sorrindo, perguntou o porquê de estar dizendo “obrigado” se ele não havia feito nada. Ao que ela retorquiu dizendo: “Fazia tempo que eu não me sentia tão bem assim, e você chegou do nada e já está me fazendo muito bem”.

 Ele ficou muito feliz em ouvir aquilo, então lhe deu “boa noite”, desligou o telefone e foi dormir. Enquanto ela… Sentou-se na cama, tomando um café, muito ansiosa e, antes mesmo das coisas acontecerem, ficava imaginando. Depois de tomar seu café, deitou-se em sua cama e acabou dormindo…

Mas não demorou muito para se acordar, umas 3 horas da manhã, ela despertou com as mãos e os pés gelados e com muita falta de ar. Era mais uma das suas crises de ansiedade, e, chorando, ela ligou para a única pessoa que poderia ajudá-la, ligou, imediatamente, para Camilo, desesperada pois, na sua cabeça, ela achava que iria morrer. Assim que Camilo atendeu sua ligação, ouviu-a chorando, mas ela não falava nada. Rapidamente, ele pegou seu carro e foi até a casa de Rita.

Chegando lá, ao entrar, deparou-se com Rita desmaiada e levou-a diretamente para o hospital mais próximo…

Rita foi levada para dentro do hospital, e ele ficou esperando o médico vir para falar o que tinha acontecido com ela. Aproximadamente meia hora depois, o médico veio e pediu para ele se acalmar, pois ela já estava bem, estava sendo cuidada e depois já poderia ir para casa. Camilo perguntou para o médico o que foi que havia acontecido com ela. Preocupado, o médico lhe disse: “Apenas teve uma crise de ansiedade e, a partir de hoje, ela ficará tomando remédios para amenizar as crises, fique calmo tudo ficará bem. Pode visitá-la”. Camilo agradeceu ao médico e foi lá ver como ela estava…

Ela então acordou e ficou se perguntando o que estava fazendo ali. Ele lhe respondeu: “Está tudo bem, você tá bem e isso que importa!”

Rita recebeu alta e já podia ir embora… Ele, com medo, perguntou-lhe se teria algum problema de ela dormir com ele apenas aquela noite, e ela aceitou… Chegando na casa dele, ele ajeitou sua cama para ela dormir, e ela falou: “Você vai me deixar dormir na sua cama e vai dormir no sofá? Não acha melhor eu ir para minha casa?” Então ele disse: “Não me importo de dormir no sofá, contanto que você esteja segura. Você vai dormir aqui hoje só para garantir que não vai acontecer nada novamente.”

Ela então lhe agradeceu sorrindo… Ele a esperou dormir e ficou admirando-a, deu “boa noite” para ela, e foi dormir no sofá…

Amanheceu o dia, e, logo cedo, Camilo acorda e já lembra do fato que ocorreu no dia anterior com sua amada. Depois de uns minutos, ele vai ao seu quarto e dá uma espiada para ver se ela ainda está dormindo e volta para a sala. Pensando em Rita começar o dia bem, ele prepara um belo café da manhã com frutas, panquecas, suco da fruta e algumas outras delícias… Alguns minutos se passaram, e Rita acorda, vai à procura de Camilo na casa e, quando ela chega na sala, ela o vê e se depara com a mesa cheia de delícias e, naturalmente, ela fica surpresa. Camilo diz: “Boom Diiaa!!! , Como você está se sentindo??!”

Ela ainda surpresa começa a abrir um sorriso no rosto, e muito contente fala: “Estou bem melhor agora…” E, então, os dois felizes vão à mesa e começam a degustar do café da manhã.

Depois do belo café da manhã que Camilo fez, Rita diz que tem de ir embora, fazendo Camilo despedir-se dela com um abraço.

Cada um na sua casa, ambos começam a pensar um no outro e que encontraram a pessoa certa para viver o até que a morte os separe, quem sabe?! Mas isso estava prestes a mudar.

Reaparece, no caminho, o ex-marido, Vilela. Formando em Educação Física, é também um grande dançarino. Quando ele chega à cidade, onde Rita mora, resolve visitá-la. Ao chegar na casa de Rita, Vilela bate na porta e quem abre é Rita. Ele ficou encantado com sua beleza. Depois de muito tempo sem vê-la, ele percebeu o quanto ela ficou bonita, e Rita sem acreditar pergunta: “O que você está fazendo aqui, Vilela?”

Ele responde: “Eu voltei a morar aqui, o que eu tinha que fazer eu já fiz, agora vou começar uma nova vida aqui”.

Rita o convida para entrar, e eles ficaram conversando, e a hora foi passando, até que chega Camilo na casa de Rita. Ele bate na porta, e Rita vai atender, quando ela abre a porta, diz: “Camilo, você por aqui?”

E Camilo a cumprimenta: “Oi, meu amor”!

Eles se abraçam e se beijam. E Vilela, atrás, vendo a cena, pergunta a Rita: “Quem é esse homem”? E Rita responde:

“Este é o meu namorado Camilo. E Camilo pergunta: “E quem é esse homem, Rita”? E Rita diz: “Este é o Vilela, o meu ex-namorado”.

Camilo, sem acreditar que Rita tinha um ex-namorado, fala: “Nossa! Eu não sabia que você tinha um ex-namorado, e também com o nome de Vilela, parece nome de mulher”!

E Vilela, ao escutar isso, retribuiu: “Como é, amigo? Algum problema com o meu nome”?

Rita, ao ver o clima ficar um pouco tenso, já para o que está acontecendo, pede para os dois ficarem quietos, e convence Camilo de que ela não tem mais nada além da amizade com Vilela. Ainda insiste para que os dois se conheçam melhor. Antecipa que dará uma festa de halloween na noite seguinte, lá na Praça D. Pedro II, e os dois aceitam o convite.

No dia seguinte, antes de irem ao local marcado, Rita, que acreditava nos mistérios ocultos do além, foi consultar um tarot online. Rapidamente, digitou http://www.cartomante.com, o seu site favorito para consultar o próprio futuro. Ela não queria que os meninos percebessem a sua demora e nem muito menos descobrissem que acreditava “nessas coisas”. Após escolher uma carta, o resultado: “Vá tranquila, hoje o seu dia será perfeito e acontecerá tudo o que você espera”.

Quando os três chegaram lá na praça, Vilela olhou para Rita e falou assim: “Nossa, Rita, você tá tão bonita”!

Camilo ficou com muito ciúme, mas ficou disfarçando para não prejudicar a festa dela. Então, Rita respondeu:  “Obrigada, Vilela”! E voltando-se para os dois: “O que vocês vão querer para beber”? E Vilela respondeu:

“Eu quero um drink de beijo de vampiro”.

Camilo, por sua vez, falou: “Também eu quero Drink de Cereja”.

Rita foi buscar as bebidas para eles. Vilela ficou falando com Camilo: “O que você fez para Rita ficar muito apaixonada por você”?

Então, Camilo respondeu: “Eu trato ela como ela tem de ser tratada, como uma princesa”.

Então, Vilela falou: “Ah tá sério isso mesmo que tu fez, vou fingir que acredito”! – com um jeito de deboche.

E depois, chegou Rita trazendo as bebidas para eles. Os dois agradeceram. Rita falou “de nada” e chamou-os para a pista de dança, que a música estava muito boa: “Bora aproveitar”!

Então eles três começaram a dançar. Vilela começou a provocar Camilo, chamando Rita para dançar na frente dele. E Camilo não aguentou e puxou a mão de Rita para conversar. “Rita, melhor tu mandar Vilela ir embora porque não estou aguentando, eu vou quebrar ele na porrada aqui”.

Após Rita os chamar, Camilo e Vilela se encararam. De fato, era meio embaraçoso o atual namorado e o ex-namorado dançarem juntos com ela em uma festa. Vilela toca no ombro de Camilo e zoa com ele falando: “Que foi, mano, nunca dançou, tá nervoso”?

Camilo se sente um pouco intimidado e com um sentimento que ele não sabe dizer ao certo se seria raiva ou ciúmes de Rita. Eles se dirigem para a pista de dança. Ao som da música eletrônica (In my mind), Rita fala o seguinte: “Essa música é uma das minhas preferidas”.

Logo em seguida, Camilo fala bem baixo para Vilela: “Veja e aprenda”!

Mal sabendo ele que Vilela era um dançarino habilidoso, Camilo agarra Rita pela cintura e a puxa. Vilela observa atentamente. Eles começam a dançar e não estão indo nada ruim. Vilela pensa: “Estou em uma festa e só eles vão se divertir”?

Ele também começa a dançar e beber. Os três, a cada batida da música, seus corpos vibravam como se estivessem entregues de corpo e alma na música. Parecia até que a noite seria perfeita… ou não.

Camilo percebe uma troca de olhares entre Vilela e Rita. Este, acidentalmente, pisa no pé de Camilo fazendo-o cair no chão, depois de bater em uma mesa e derrubar uma garrafa de vidro no chão, que se quebra na parte de baixo. Com todos olhando, Rita indaga: “Você está bem, meu amor”?

Grita Camilo: “Não, não estou”!!!

“Você deveria parar com esse ciúme besta” – fala Rita. Camilo se desculpa e diz que vai limpar a bagunça e se desculpa pelo incômodo a todos.

Vilela estava só de conto observando e rindo e dizia-se: “É assim que esse pateta trata ela como uma princesa, patético”!

Camilo escutou o que Vilela tinha falado. Então pediu para ele repetir em um tom de ameaça, mas ele ficou calado. Camilo partiu para cima de Vilela dando-lhe um soco no maxilar, que pegou de raspão. Rita corre e empurra Camilo, o qual cai dando de cara em uma parede.

“Saia daqui! Você está estragando a festa!!!” – Foi o que Rita disse apavorada.

Camilo olhou para os dois e nada disse. Seu nariz estava sangrando, levantou a mesa e pegou a garrafa quebrada, passou pelos dois e resmungou: “Vou ao banheiro e depois vou para casa esfriar a cabeça”.

Rita concordou e tranquilizou-o: “Já já, eu saio e chamo um Uber para mim.

Camilo sobe as escadas em direção ao primeiro andar, que é onde está o banheiro; ele joga a garrafa quebrada no lixo, perto da porta do banheiro, e entra. Sentado na privada, ele chora e se mutila com palavras para si próprio: “Por que, por que tinha que ser assim? Eu sou uma pessoa terrível, eu não presto…não…. não…sou…fo…fo…foi aquele miserável… Se ele não tivesse aparecido, tudo estaria bem”…

Enquanto isso: “Desculpa por hoje à noite, foi um desastre. “ – diz Rita a Vilela.

“Não, não foi. Ainda estamos aqui. Podemos aproveitar essa noite. “ – diz Vilela, olhando profundamente os olhos de Rita, cuja maquiagem, ao redor do olho borrado, denunciava o derramar de algumas lágrimas. E continuou: “Vamos dançar e aproveitar essa noite, só eu e você. “

Rita já havia consumido bastante álcool. Quase não sabia o que estava dizendo. Vilela a abraçou e falou no ouvido dela, fazendo-a arrepiar: “Hoje, à noite, você é minha e de mais ninguém. “

E ela, jogada em seus braços, com a troca intensa de olhares, ali mesmo, parecia que tinha reacendido uma antiga faísca de seu antigo amor por Vilela. Ele, com os braços em volta do seu quadril, e ela, em volta do seu pescoço, dançavam, lentamente, uma música romântica (Perfect). Parecia coisa do destino, troca de olhares intensa, coração acelerado, mesmo com uma música lenta e romântica, era o que Rita queria naquela noite, mas não com Vilela, e sim com Camilo…

Antes de perceber, Vilela a puxa, pegando com carinho no queixo dela, colocando-o para cima. Ele a puxa e, lentamente, beijam-se mais. Conforme o tempo passa, vai ficando mais intenso, até virar um beijo de língua. E tudo isso aconteceu enquanto Camilo estava descendo para ir embora, já com muita raiva e ciúmes, perguntando-se se Rita já tinha ido embora. Também estava pensando em passar na casa dela para pedir desculpa, mas quando ele chega no meio da escada, avista Rita e Vilela deparando-se com a cena do beijo. Em choque e paralisado, ele só conseguiu ficar observando aquela cena:

“Não…. não…não… não posso perder ela, é o amor da minha vida “! Isto estava em seu pensamento. Seu coração passou de fogo para gelo. Naquele momento, ele estava confuso não sabia o que fazer, subiu as escadas correndo, passou pelo corredor onde ficam os banheiros e sentou-se mais adiante ao chão.

Rita lembrou-se de Camilo e empurrou Vilela: “Vilela, isso que nós fizemos foi errado. Eu estou com Camilo agora”.

Naquela situação, Vilela falou com um tom de orgulho como se tivesse conquistado algo que ninguém tinha antes: “Você não queria alguém que poderia suprir seus desejos”!

Rita se endurece porque, para ela, só estavam vendo-a como um objeto ou uma conquista, algo para provar qual deles é melhor.

Camilo fala que vai ao banheiro e sobe as escadas. Rita vai até o bar e pede uma bebida com bastante álcool. Vilela entra no banheiro, e Camilo vê, o que intensifica o seu pensamento: “Agora é a minha chance de acabar com isso de uma vez por todas! “

Camilo se levanta, bufando de ódio, vai até a lixeira, pega a garrafa quebrada pelo gargalo, entra no banheiro e avista Vilela no mictório. Ele vai se aproximando, lentamente, por trás, entanto Vilela, sem saber, o que o aguarda, enquanto assovia, ele olha para trás, mas é trade demais. Camilo o segura com uma das mãos e, com a outra, ele usa toda a sua força para que a garrafa de vidro perfure o outro e… Ele conseguiu. Mesmo Vilela tendo muita força, só consegue empurrar Camilo e correr para pedir ajuda. Mas como havia perdido muito sangue, estava fraco e, cambaleando, tropeçou em seu próprio pé e caiu de sacada abaixo, bem perto de uma moita, fora de onde estava acontecendo a festa. As pessoas escutaram o barulho da queda e correram para ver o que tinha acontecido. Era Vilela, já sem vida.

Rita pensava que Vilela estava demorando demais, então ela se levanta, mal consegue ficar em pé, devido às bebidas que havia tomado. Ela anda rumo à escada para ir ao banheiro. De repente, alguém entra na festa gritando: “TEM UM HOMEM MORTO AQUI FORA!!!”

Todos ficam em choque e desligam a música. Rita tenta correr, desesperadamente, para ver o que tinha acontecido. Ao passar perto da escada, que era do lado da saída, ela avista Camilo descendo a escadaria com as roupas ensanguentadas e com uma cara péssima. Mas ela vai ver o que tinha acontecido lá fora. Ao se deparar com a cena, sua boca seca, seus olhos enchem de lágrimas, seu coração não sabia se iria parar ou explodir, sentia uma falta de ar no peito, uma sensação terrível. Ali, ela já sabia o que tinha acontecido. Ela sentou-se ao lado do corpo e desmaiou.

Após cerca de 15 minutos, os policiais chegaram no local, cercaram toda a área, e Rita foi levada em uma ambulância para o hospital. Camilo se entregou, mas seu olhar estava frio, não mostrava remorso, a única coisa que ele falou foi: “Eu o matei.”

Os policiais acharam a arma do crime no banheiro. Com a arma e a confissão, Camilo foi encaminhado para a delegacia aonde certamente iria para uma prisão.

No dia seguinte, logo de manhã, Rita acorda e se depara com os médicos, que perguntam se ela está bem. Ela diz: “Não lembro de nada do que aconteceu ontem. Estou com muita dor de cabeça, parece até que estou morta. “

Os médicos pedem para ela se acalmar e chamam dois policiais para entrar na sala. Eles só querem fazer algumas perguntas:

“O que você se lembra de ontem? “

Ela explica tudo. E fala que depois do seu beijo com Vilela, não se lembrava mais de nada. Os policiais agradeceram e saíram da sala. Um tempo depois, Rita recebe alta do hospital. Seu celular estava descarregado, ela precisava chegar em casa para carregar. A casa de Camilo ficava no caminho… Ela chegou lá, bateu na porta e chamou, mas ninguém atendeu. E ela seguiu seu rumo.

Chegando em casa, ao carregar um pouco o celular, ligou para Camilo e Vilela, mas nenhum atendeu. Então, mandou mensagem para alguns amigos, perguntando se tinham visto Camilo. Uma amiga dela respondeu à mensagem, e, bem surpresa, mandou uma mensagem dizendo:

“Amiga, você está bem? Não, como assim você não está sabendo? Seu namorado, Camilo, matou Vilela. “

As lembranças de Rita voltam aos poucos, em estado de anamnese e com uma grande dor de cabeça, ela vai ligando os pontos até cair em lágrimas, repentinamente: “Por isso, os policiais foram lá falar comigo. Eu sabia que tinha acontecido algo, por que isso está acontecendo comigo? Foi culpa minha?

Ela começou a sentir falta de ar, era a sua crise de ansiedade. Ela se tremia bastante, chorava e gritava como se estivesse sofrendo “POR QUE…. POR QUE… EU NÃO AGUENTO MAIS ESSA VIDA… É TUDO CULPA MINHA! EU SOU UMA INÚTIL… EU NÃO PRESTO PARA… NADA! “

Ela já estava decidida a ser a senhora do tempo, a decidir sobre o dia e a hora. Tomou vários remédios indicados para ansiedade e crises de depressão, e, no momento de desespero, suas últimas palavra foram: “Eu realmente vivi uma vida feliz? “

E partiu ao encontro de Vilela. Exatamente no dia 1 de novembro de 2023, aconteceu o enterro de Rita, que foi encontrada em seu quintal por vizinhos.

Autores: Mariana, Lucas, Jocélia, Yasmim, Almir, Adriely, Aparecida, João Paulo, 2º E

A Cigana

Fanfic inspirada na obra A cartomante, de Machado de Assis.

Em uma tarde de sexta-feira, Rita está a contar para Jorge sobre seu encontro com Santiago.

 – Jorge, você não sabe como ele é incrível, seu sorriso, suas histórias, sua empolgação em me ouvir falar sobre meus planos. Eu acho que estou apaixonada!

Jorge se assustou com as palavras da moça, ele sabia que ela estava de paquera, mas não que estava se apaixonando por um completo “estranho”, como ele dizia:
– Rita, vá com calma, vocês ainda estão se conhecendo, não deixe a emoção falar mais alto que a razão! _ exclamou Jorge com certa indiferença na voz.
– Fique tranquilo Jorge, eu sei o que estou fazendo, ele me ama, ele me disse!
Jorge apenas concordou com sua amiga e ficou calado. Rita não entendia o motivo de Jorge ser tão contra a ela se relacionar com alguém, mas achava que era proteção de amigo. Eles sempre foram amigos, desde pequenos, então para a ingênua Rita, era apenas proteção. Passando pela praça em uma tarde de domingo, Rita foi surpreendida por uma cigana querendo ler sua mão.

– Queres que eu leia tua mão, querida? – perguntou a cigana.

Rita, surpresa pela aproximação inesperada da mulher, negou rapidamente.

– Não, senhora, obrigada. Porém, a mulher continuou a insistir até Rita aceitar. Ela então entregou a mão à cigana. A mulher a olhou com um olhar surpreso e disse:

-Existem dois homens que te amam muito, porém um deles ainda vai te fazer muito mal.

Rita ficou sem reação e esperou ela continuar.

-Tome cuidado, acontecerá uma grande tragédia.

Ao ouvir a cigana, Rita saiu assustada sem esperar as próximas palavras dela. A caminho de sua casa, Rita decide ir à casa de seu amigo para contar o acontecimento, já que não saía de sua cabeça o que aquela mulher tinha lhe falado. Quem era o homem que ia lhe fazer tanto mal? Será que Jorge estava mesmo certo sobre Santiago?

Após contar tudo a Jorge, ele se mostrou um pouco surpreso e disse:

– Não acredite nessas coisas Rita, mesmo assim tome cuidado com esse Santiago.

Rita ainda inquieta com tudo que aconteceu, resolve ir falar com Santiago. Jorge tenta convencer Rita a deixar ele ir junto, porém ela está decida a ir sozinha.

 Ao chegar à casa de Santiago, Rita fala sobre o ocorrido, e conta o que está sentindo. Santiago a olha com um olhar amoroso e diz.

-Não tenha medo Rita, eu a amo, não deixe que as palavras de uma estranha afetem nossa relação.

Mas a moça continua insistindo no assunto e demonstrando insegurança com as palavras dele. Santiago, ao ver medo em seus olhos, decide então dizer:
-Rita, eu ia esperar até o jantar com as nossas famílias, mas não quero te ver com dúvidas sobre meu amor, você é a mulher que eu quero passar o resto da minha vida. Nesse instante, Santiago abre uma gaveta, pega uma caixinha, ajoelha-se e diz:
-Case-se comigo, Rita, é você quem eu amo.
A jovem fica sem reação e os olhos enchem de lágrimas. Mas não hesita em dizer sim, abraçando-o e declarando seu amor pelo rapaz.

 Ao voltar para casa, naquela noite, Rita não conseguiu contar a Jorge as novidades, mas estava decidida a atualizar o amigo no outro dia.

Na manhã seguinte, Rita é surpreendida por Jorge.

– Bom dia, Rita, como passou a noite? Conseguiu conversar com Santiago? – Jorge soltou tudo de uma vez demonstrando ansiedade.

 -Bom dia Jorge, dormi bem sim, e, sim, consegui conversar com Santiago.

 -Então você terminou tudo com aquele patife? – perguntou Jorge com um tom de felicidade na voz.

 -Não fale assim dele, Jorge, você não o conhece o bastante para tirar qualquer conclusão sobre o caráter dele, principalmente, conclusões precipitadas – vociferou Rita.

 -Desculpe, Rita, não quis lhe ofender, depois da nossa conversa de ontem, fiquei um pouco preocupado com você e acabei tirando conclusões precipitadas sobre esse Santiago.

 -Você não me ofendeu, Jorge, mas está ofendendo Santiago, ele não é esse monstro que você diz – falou Rita, já chateada com seu amigo.

-Você está certa, Rita, não posso tirar conclusões precipitadas sobre ninguém, peço desculpas se cheguei a lhe chatear, e me desculpe por ofender Santiago. Rita, já sem paciência para discutir, e querendo contar logo as novidades para o amigo, decidiu esquecer esse desentendimento.
-Está bem, Jorge, vamos esquecer isso, principalmente, agora que vocês precisam tanto se dar bem.
Jorge não entendeu de primeira o que a jovem quis dizer, então pergunta:
– Como assim nos darmos bem?
Rita abre um sorriso radiante e conta a seu amigo que ficou noiva de Santiago na noite passada.
-COMO!? Você vai casar com aquele homem? – Jorge indagou surpreso.
-Sim! – afirmou Rita com um sorriso ainda maior.
-Mas por quê? Está muito cedo para isso Rita, você mal o conhece.
-Eu o amo Jorge, e eu o conheço o bastante para ter certeza que ele é o homem da minha vida! – diz Rita já chateada com as palavras do amigo.
-Rita, que estupidez você está dizendo, esse cara não te merece, você não pode se casar com ele! – afirmou Jorge.
– Como assim eu não posso me casar? Eu achei que você estava feliz por mim.
-Eu estou feliz por você, Rita, mas sua felicidade não está em Santiago, você não pode casar com este rapaz! – alegou Jorge.
-Eu não estou lhe entendendo, Jorge, você diz querer minha felicidade, mas não aceita que eu me case com quem eu amo.
Jorge já nervoso, chega perto de Rita e diz:
-VOCÊ NÃO O AMA RITA! – grita Jorge alterado. -Como pode dizer amar um homem que não te merece? Tem tantos rapazes que fariam de tudo por você.
Rita se afasta assustada pela alteração de Jorge.
– Como você pode dizer isso, Jorge? Você sabe que eu amo o Santiago, eu não vou trocar ele por ninguém.
– Ama o Santiago? E a mim Rita?
– Eu também te amo Jorge, mas você é meu amigo, eu te considero irmão, você sabe muito bem disso.
Jorge se altera ainda mais e grita:
-“IRMÃO”? EU NUNCA QUIS SER SÓ SEU IRMÃO RITA, EU TE AMO!
Rita, sem reação com as palavras de Jorge, apenas o observa. E ele continua:
– Eu sempre fui apaixonado por você, desde criança, tentei reprimir esse sentimento, mas só foi crescendo com o passar dos anos.
Rita continua olhando-o, e então diz:
-Jorge, eu não sabia, você nunca me deu sinais, e eu sempre te vi apenas como um amigo.
-Mas eu não, Rita! Você não pode casar-se com ele! – exclamou Jorge.
-Jorge, me desculpe, mas você não pode dizer com quem eu devo ou não me casar. Eu nunca demonstrei nenhum sentimento que fizesse você confundir nossa relação, eu lhe amo muito, mas apenas como um grande amigo.
Jorge, nesse momento, agarrou Rita pelos braços e falou:
-Escute bem, Rita, se você não casar comigo, não se casará com mais ninguém.
– Você enlouqueceu? Como pode dizer uma barbaridade dessas, Jorge?
– Eu enlouqueci sim, mas por você, estou louco de amor, de ciúmes e de raiva por você não conseguir ver que o homem certo para você sou eu.
Rita, assustada com as palavras de Jorge, pede para ele a soltar e diz:
-Me desculpe Jorge, mas eu não posso corresponder aos seus sentimentos, acho melhor nós nos mantermos longe por um tempo, vou me casar, espero que você consiga entender isso. Talvez essa distância ajude você a entender melhor seus sentimentos e até encontrar uma pessoa que te ame da mesma forma que você a ama.
-Eu não quero outra pessoa, quero você. E eu lhe digo novamente Rita, se você não casar comigo, não se casará com ele.
Rita não reconhecia mais o amigo, ele se transformou em outra pessoa, estava mostrando um lado dele que ela nunca tinha visto.
-Desisto, Jorge, não estou lhe reconhecendo mais, por favor, saia da minha casa.
-Mas, Rita, ele não é…
-Jorge, por favor, só vou pedir mais uma vez, saia da minha casa ou eu chamarei alguém para lhe tirar a força!
Inconformado, Jorge saiu da casa da moça, porém decidido a fazer o que fosse preciso para a jovem Rita não se casar.

 Já faz duas semanas que Rita não vê Jorge, e, hoje, acontecerá o jantar com as famílias do casal.

Rita passou o dia ansiosa, chegou a noite e os convidados chegaram. Depois de um jantar com muita conversa e bastantes risadas, Santiago e Rita anunciaram o noivado, todos ficaram muito felizes e deram os parabéns para o casal.

No outro dia, o bairro inteiro estava sabendo do noivado, por onde Rita ou Santiago passavam as pessoas os parabenizavam. Logo, a notícia chegou aos ouvidos de Jorge, e foi então que ele ficou transtornado de raiva. Decidido a afogar suas mágoas, saiu do trabalho e foi direto para o bar. Mesmo bebendo bastante, não conseguiu tirar Rita de sua mente, e tomado por uma raiva decidiu ir atrás dela.

 -RITA, ABRA A PORTA! EU NÃO VOU EMBORA ENQUANTO NÃO FALAR COM VOCÊ!

Rita decide abrir a porta, mesmo estando assustada.
-O que você quer aqui, Jorge?
Jorge adentra a casa da jovem e diz:
-VOCÊ REALMENTE NÃO ME DEU OUVIDOS NÉ, RITA. EU LHE DISSE QUE NÃO QUERO VOCÊ COM AQUELE HOMEM.
Rita incrédula com o que Jorge diz, expulsa-o da sua casa novamente.
-Saia daqui, Jorge, eu irei me casar com Santiago, e não há nada que você possa fazer.
Depois que Rita diz isso, Jorge perde completamente o controle.
– EU LHE FALEI, RITA, VOCÊ NÃO VAI CASAR COM ESSE HOMEM.
Nesse momento, Jorge saca uma arma e aponta para Rita.
-Jor…Jorge, o que vo…você vai fazer com isso?
-SE VOCÊ NÃO FOR MINHA, NÃO VAI SER DE MAIS NINGUÉM.
Jorge disparou dois tiros em Rita e ela caiu sobre o chão.
Rita, aos poucos, perdia a consciência, mas, mesmo assim, escuta a voz distante de Jorge:
-Podia ter sido tudo diferente, Rita.

Grupo: Jacyele Costa, Sandriely Esther, Ísis Emanuelle, Gisele Evellyn

Turma: 2°D

” O Alienista “

(Fanfic inspirada na obra O Alienista, de Machado de Assis)

Em uma cidadezinha chamada Itaguaí, um jovem médico chamado Simão Bacamarte se destacava por sua inteligência e curiosidade científica.

Determinado a compreender a loucura, ele montou um pequeno hospital psiquiátrico na cidade, pois acreditava que todos os problemas mentais poderiam ser solucionados através de tratamentos inovadores e revolucionários.

Ao longo dos anos, ele aplicou suas teorias e técnicas em seus pacientes. Ele utilizava métodos não convencionais, como terapias de choque e experimentos com drogas, buscando encontrar a cura definitiva para a loucura.

A notícia do trabalho do doutor Simão Bacamarte se espalhou rapidamente, e pessoas de toda a região buscavam sua ajuda. A cidade de Itaguaí tornou-se conhecida como um centro de tratamento inovador para doenças mentais.

No entanto, à medida que o tempo passava, algumas vozes começaram a questionar os métodos extremos do doutor. Alguns moradores da cidade alegavam que pessoas sãs estavam sendo internadas injustamente, enquanto outros consideravam as práticas do médico como abusivas.

A controvérsia em torno do trabalho do doutor cresceu, dividindo a cidade em dois grupos: aqueles que o apoiavam e enxergavam nele um visionário da psiquiatria moderna, e aqueles que o criticavam e o acusavam de violar os direitos humanos.

Em meio a essa polêmica, o doutor se viu diante de um dilema. Ele questionou suas próprias convicções e começou a refletir sobre as consequências de suas ações. Será que ele estava realmente ajudando as pessoas ou apenas alimentando seu próprio ego?

No final, ele decidiu fechar o hospital psiquiátrico e abandonar suas práticas controversas. Ele reconheceu que a mente humana é complexa e que não existe uma solução única para todos os problemas mentais O doutor dedicou o resto de sua carreira a promover um tratamento mais humano e individualizado para as doenças mentais. Ele se tornou um defensor dos direitos dos pacientes e trabalhou para desmistificar os estigmas em torno da saúde mental.

A cidade de Itaguaí aprendeu uma valiosa lição com a história do doutor Simão Bacamarte. Ela percebeu que a loucura não pode ser definida de forma simplista e que é preciso respeitar a individualidade e a dignidade de cada pessoa.

Autores: Emmilly Amâncio, Larissa Keilly, Luis Felipe, Maria Letícia.

UMA SEGUNDA CHANCE PARA A FELICIDADE

FANFIC: CATEGORIA ROMANCE (INSPIRADA NO FILME COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ, AUTORA: JOJO MOYES, DIRETORA: THEA SHARROCK).

Will é um homem aventureiro e bem sucedido que vive em Londres junto à sua noiva. Ele tem uma vida que muitas pessoas desejam ter, ele é vice-presidente de uma das empresas mais famosas de Londres, tem uma noiva linda que ele ama muito e muitos amigos. Ele também é bastante famoso nas redes sociais por conta das postagens de suas inúmeras viagens e aventuras pelo mundo.

Um dia Will estava saindo de casa para o seu trabalho. Como o seu carro estava quebrado, ele resolveu pegar um táxi, mas quando ele estava atravessando a rua, foi atropelado por um carro. Depois disso, tudo mudou na vida dele, com o acidente, ele perdeu todos os movimentos do corpo e teve que ficar numa cadeira de rodas; sua noiva, com o tempo, abandonou-o e ele teve que deixar seu trabalho e não pôde mais viver suas aventuras. Will foi morar com os pais e se tornou um homem triste e amargurado.

Ele estava precisando de uma cuidadora, então sua mãe contratou uma moça chamada Luísa. No início, eles não se deram muito bem, mas ao passar o tempo, eles acabaram se entendendo. Luísa sabia que Will tinha passado por muitas coisas ruins e por isso ela estava sempre tentando animá-lo e sempre conversava bastante com ele. Um dia Luísa convidou Will para sua festa de aniversário na casa dela, e ele aceitou. Lá, ele deu um cachorrinho de presente para ela, pois Luísa havia lhe dito que, quando era criança, também tinha um, mas ele ficou doente e acabou morrendo, e ela ficou muito triste quando isso aconteceu, mas agora ela estava feliz com o seu novo bichinho de estimação.

Com a convivência, eles se apaixonaram. Will queria pedir Luísa em casamento mas não tinha coragem, pois ele não queria prendê-la a um homem que não poderia se cuidar sozinho. Luísa, percebendo isso, resolveu pedir Will em casamento e disse-lhe que não se importava com a condição dele, pois ela o amava muito. Então eles se casaram e viveram juntos pelo resto de suas vidas.

Autor: Gabriel Oliveira, 2º B.

“IDEIAS DE CANÁRIO” – FANFIC

Um homem, por nome Macedo, tinha uma paixão por pássaros e, por consequência, tinha o sonho de se aprofundar na Ornitologia.

Em um dia, como qualquer outro, pássaros cantavam, crianças brincavam de esconde-esconde e o ar tinha um cheiro agradável. O homem, muito distraído, e da forma mais inesperada, depara-se com um carro vindo na sua direção. Rapidamente, ele descia e entra de forma acidental numa loja de entulhos.

Um senhor velho e ranzinza e com um olhar de dava arrepios fez uma pergunta que Macedo não seria capaz de responder:

_ O que você faz aqui, meu rapaz?

Macedo se depara com um lindo canário amarelo e nem presta atenção na pergunta do velho. Volta-se para este e lhe indaga:

_ Quanto custa este pássaro?

O senhor lhe respondeu com outra pergunta:

_ Por que se interessa em um pássaro tão inútil?

Macedo pega o pássaro e admira-se no quanto ele era perfeito – foi amor à primeira vista! O velho, por sua vez, percebe que Macedo teve um interesse muito grande pelo pássaro e lhe diz:

_ Se você quiser é seu.

Macedo não pensa duas vezes e leva o pássaro para casa. Chegando em casa, pega seu livro sobre pássaros e começa os estudos. Depois de um dia cansativo de leitura científica, decide dar uma pausa, vai em direção ao seu quarto, mas escuta alguém lhe chamar:

_ Ei!

Macedo se assusta e pensa que está alucinado, pois ele estava sozinho em casa. E escuta novamente:

_ Estou aqui! Bem aqui nesta gaiola! Consegue me ouvir?

Macedo fica fascinado com aquilo que estava diante dele, pois seria impossível um pássaro falar perfeitamente. Com isso, ele não aguentou o peso dos estudos sobre aquela espécie tão peculiar e ficou muito doente.

Ele chama um amigo para cuidar dele e manter a espécie segura. Na manhã do sábado, o amigo coloca o canário na janela e não se dá conta de que deixou a gaiola aberta.

Na tarde daquele mesmo dia, Macedo decidiu voltar aos estudos e ficou em estado de choque, pois não conseguiu encontrar o canário em lugar algum. Ele procurou em toda região, fez cartazes, perguntou aos amigos, aos vizinhos, ninguém sabia de nada. E o pássaro não voltou para casa.

Na manhã do domingo, ele decidiu ir à fazenda do amigo – o amigo “gentil” que cuidou dele. E entre os galhos de uma grande árvore, ele consegue ver seu canário – aquele amarelo que encandeava, de canto perfeito, era lindo. Ele se aproximou do pássaro, mas parecia que toda vez que ele chegava mais perto, o canário se afastava, e ele não entendia o motivo. Então ele escuta uma voz grave lhe chamar:

_ Senhor Macedo, aconteceram alguns problemas, e será necessária a troca de quarto. Macedo, meio desorientado, não estava entendendo o que acontecia ao seu redor. Ele é retirado do quarto e amarrado na camisa de força. Foi ali que ele se deu conta de que aquilo fazia parte de mais uma de suas alucinações e sintomas esquizofrenia.

Mariana da Silva Mendonça

PARADISUM ET INFERNUM

Por Laura Nayane A. Diniz, 2º A

Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão”. Gênesis 1:26
Sabe, tu, que os homens procuram em Deus aquilo que neles habita; e assim fizera Micael. Crescera em família cristã, daquelas bem fervorosas em sua fé. Quando criança, orava pelos membros de sua família, principalmente quando enfermos; e estes recebiam suas orações com grande confiança, acreditando que logo viria a cura. Ia à igreja todos os domingos, acompanhado da família; não tinha sequer o direito de escolher ficar em casa. Quando no templo, ele cantava, recitava versículos, conversava com outros fiéis… Seria um grande pastor, diziam.
Tudo decorria bem, até Micael chegar aos 14 anos. Foi no ano em que completara esta idade que conheceu algo denominado Goécia – nome para práticas mágicas que são vistas como não naturais, proibidas ou diabólicas – através de um livro que um amigo seu o emprestara. Meteu-se a ler, e em pouco tempo encontrava-se fascinado.
Também, a partir deste momento, não somente por ter tido contato com outra mitologia, senão a cristã, começou a sentir-se insatisfeito com a obrigação de ter que ir à igreja. Ficava calado em seu banco, com um olhar observador e, ao mesmo tempo, melancólico; apenas ouvindo e nada absorvendo do discurso de seu pastor. Também por uma questão de autoconhecimento, sentia-se desconfortável com as ideias de devoção, pecado e castigo. “Se o inferno realmente existe, eu já estou condenado”; pensava. Sua mente era repleta de pensamentos confusos, violentos, e, principalmente, libidinosos. Tentou fugir desta sina diversas vezes, todas em vão. Era um verdadeiro herege.
Voltemos à Goécia. Micael leu e releu o tal livro várias vezes, tentando decorar os nomes e os poderes mágicos de cada daimon ali descrito. Pobre criança… Começou a pensar na possibilidade de um dia evocar algum deles. Quem dera fosse algo tão fácil. Faz-se oportuno enfatizar que Micael tinha dificuldades de concentração, e esta piorava quando ele lidava com coisas muito complexas; estava sempre desistindo do que outrora se dispunha a aprender. Passado pouco tempo de estudo sobre este sistema mágico, abandonou-o.
Após a leitura, o menino devolvera o livro que havia pego emprestado – livro este que fora lido às escondidas, pois “ai dele” se a família descobrisse que as palavras do diabo faziam-se presentes naquela casa! – apesar de ter abandonado este estudo específico, Micael queria aprender sobre outras coisas. Na verdade, viu-se genuinamente impulsionado a isso. Não conseguindo alguém que o
emprestasse um livro de seu interesse – até mesmo o amigo que o emprestara antes, pois ele não tinha mais livros como aquele – começou a frequentar a biblioteca pública de sua cidade, a fim de realizar novas descobertas.
Resumamos a história, pois esta é deveras longa. Tudo que precisam saber é que Micael conheceu diversas religiões e sistemas filosóficos, e que todos exerceram extrema importância em seu desenvolvimento pessoal. Decerto que algumas coisas chamam mais a nossa atenção do que outras, resguardou em si um interesse genuíno pelo ocultismo. Desejava ser um ocultista famoso e reverenciado, como fora Eliphas, Papus e Blavatsky. Começou a aprofundar-se em assuntos como hermetismo, alquimia, magia e todos os outros frutos da árvore esotérica. Nesta altura, já saíra da igreja.
Era 1930, Micael já tinha 17 anos e seguia a filosofia budista, dividindo-a com a hindu. Ó, quantas maravilhas estas religiões – ou filosofias, como preferirem – o trouxeram! Depois de ter transitado entre tantas outras, nunca firmando-se em nenhuma, sentia que, finalmente, havia encontrado o seu caminho, ou melhor, o caminho divino! Pôs-se a queimar incensos, a entoar mantras, meditar, refletir mais sobre a vida e muitas outras dádivas. Sonhava em alcançar o estado de Buda e adentrar o nirvana; imaginava-se conquistando tal iluminação, como se ela viesse na forma de um clarão que invade a mente e separa a alma do corpo.
Permaneceu assim, quase como um monge, por cerca de três meses. Não demorou muito; a sua mente conturbada o tirou de seu sossego. Sentia-se incapaz de prosseguir vivendo daquela forma. Era difícil ser como Buda. Na verdade, tudo o mais sempre parecera difícil para aquele jovem. Nunca acreditou na própria capacidade; era inconstante e imprevisível. Parecia-lhe que o diabo sempre levava todo o seu esforço embora consigo; mas fato é que Micael também era, deveras, apressado. Era apenas um menino; ainda estava longe de dominar todas as teorias que os ocultistas, os quais ele admirava, dominaram, mas havia de ter muito tempo pela frente.

No entanto, apesar de tamanha precocidade, via-se tomado pelo desejo de descobrir e entender todos os mistérios do mundo. Este era o seu maior mal. Cansou-se mais uma vez, e nisto deixou de concluir mais uma etapa de sua vida. Não soubera apenas conhecer; queria sempre aplicar o conhecimento que adquirira. Foi então que, quase subitamente, lembrou-se de quando estudara sobre a cabala judaica e os anjos cabalísticos.
“Vou evocar um anjo… É isso! Necessito de auxílio divino. Tenho sede de aprender e sinto que nunca aprendo nada. Penso que sou incapaz de compreender, mas outros, antes de mim, foram capazes; então por que não posso alcançar tal feito? Todas as coisas que busco são intrínsecas a mim! Constituem a minha natureza, o meu eu verdadeiro. O mistério me fascina como uma mulher nua em um vestido diáfano o faria. Ou melhor, o mistério é para mim esta tal mulher! Ela entoa meu nome no meio da noite e não me deixa descansar. Pede-me que eu rasgue suas vestes e conheça o que há de mais recôndito em seu ser… Vou evocar um anjo, ele há de me ajudar!”
Adivinhem? Sim, ele também desistira desta ideia. E, mais uma vez, viu-se frustrado com a sua incapacidade. Era homem de momento; passeava feito um cão perdido no labirinto de sua própria mente. Mas, desta vez, a desistência veio após uma crise. Chorou como um recém nascido que sente fome. Cansou-se de tanto procurar. Aliás, que era que ele procurava mesmo? O que pretendia encontrar? Para quê? Não soube ele próprio responder.
Amaldiçoou a Deus, e afirmou diversas vezes para si mesmo – quase que desesperadamente – que este não existia; nada do que ele buscara existia. Era tudo um sonho, um devaneio, um delírio… Mentiras! Os livros mentem! As pessoas mentem! Como podem acreditar em algo que nunca viram? Se Deus existe, como pode desamparar aqueles que nele creem? Por que nunca ofertar sequer um único sinal?
Não pôde mais descansar. A frustração era tamanha que se assemelhava a uma corda envolta ao pescoço. Quão sufocante era a dor de quem tinha sede de respostas e ficou sozinho com as próprias perguntas. Sua fé fora apagada, juntamente àquela sensação afável de não se estar sozinho; tudo se tornou em nada, e o dia virou noite escura e solitária. Sozinho, com seu próprio vazio, disse em voz alta para si mesmo:
“Eu sou o criador e o destruidor do meu mundo, sou meu Deus e meu Diabo, sou minha bênção e o meu pecado, e não há nada nem ninguém que me governe. O certo e o errado são questões de perspectivas – que eu seja livre para fazer o que desejo! Céu e inferno não passam de ideias ilusórias para controlar as pobres almas perdidas deste mundo. Quando eu morrer, meu destino será o mesmo que o de todos os meus irmãos, e as larvas comerão a minha carne podre debaixo da terra. Rasguem o véu de Ísis, não há mistério a ser desvelado!”
FIM

Chamo-me Laura Nayane. Atualmente, tenho 17 anos e resido na cidade onde nasci, em Guarabira (PB). Estou cursando o 2° ano do ensino médio, na escola Zenóbio Toscano, onde frequentemente participo de projetos enriquecedores que exploram as habilidades e o conhecimento dos alunos. Pretendo ingressar na faculdade de Psicologia após concluir o 3° ano. Sou fascinada por música, arte, livros, poesia e esoterismo. Minhas preferências literárias envolvem o campo da psicologia e das suas vertentes, do ocultismo, e, recentemente, os clássicos da literatura mundial. Na literatura, autores como Edgar Allan Poe, Augusto dos Anjos e Machado de Assis têm um lugar especial em meu coração.

3º BIMESTRE É CONCLUÍDO COM PRODUÇÕES DE FANFICS PELOS ESCRITORES DA ESCOLA ZT

Nesta semana, o gaZeTa news estudantil apresenta as produções escritas de fanfics realizadas pelos estudantes nas aulas de Língua Portuguesa. Paradisum et Infernum, da estudante Laura Nayane A. Diniz, do 2º A, será o texto inaugural deste movimento literário, no <canalbuskas.com>. A estudante escritora inspirou-se num dos contos da coletânea Histórias sem Datas, de Machado de Assis. E os leitores já estão ansiosos para conhecer.

O gênero fanfic (abreviação de fanfiction) ou “ficção de fã”, em tradução livre para o português, surgiu como um fenômeno na era da escrita colaborativa do ambiente cibernético. Ele envolve recursos intertextuais e interdiscursivos, uma vez que se baseiam em enredos e personagens de obras literárias, séries, filmes, etc. e são produzidos por fãs que curtem o universo da escrita.

As produções foram realizadas, individualmente ou em grupo, pelos estudantes das turmas de 2º Ano do Ensino Médio, que orientados, pela Professora Elciane de Lima Paulino, escolheram, dentre as obras lidas no 3º bimestre, referentes ao Realismo/Naturalismo, aquelas que os inspiraram. Selecionada a obra e a temática a ser explorada, os estudantes iniciaram a etapa de planejamento da trama inovadora e dos personagens, decidindo, as características predominantes de suas narrativas: romance, ação, aventura, entre outras alternativas. Feito isto, a estrutura composicional do texto foi pensada nos seguintes aspectos: tipo de narrador, tempo e espaço, enredo (situação inicial, conflito, clímax e desfecho).

Segundo Maria Antônia Rocha, graduanda em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, um exemplo de fanfic bem-sucedida é o livro After, de Anna Todd – best seller de 2014, originalmente uma fanfiction de romance, cujo personagem principal era baseado no cantor Harry Styles, então membro da boyband britânica One Direction. A obra alcançou sucesso na internet, motivo pelo qual a autora decidiu publicar a história como livro, conquistando leitores de diferentes esferas no mundo.

Finalmente, a criatividade é o melhor ingrediente destas produções, e quanto mais os estudantes praticam a escrita, mais desenvolvem habilidades de língua e linguagem para aprimoramento dos textos, bem como para análise e reflexão textual.

Aos escritores da EEEM Zenóbio Toscano, muito sucesso!

SETEMBRO AMARELO DINAMIZA AS ATIVIDADES NA ESCOLA ZT

Nesta segunda-feira, 25, a EEEM Zenóbio Toscano foi prestigiada com palestras sobre Setembro Amarelo, por profissionais e estudantes da área de Psicologia e Assistência Social da cidade de Guarabira. Setembro é, mundialmente, conhecido como o mês de prevenção ao suicídio, embora as ações de comunicação sobre a saúde mental devam ser constantes na sociedade. Neste sentido, a escola ZT, reconhecendo o impacto do momento histórico, sobretudo, no âmbito da saúde e educação, prestigia os estudantes e profissionais com a discussão sobre a temática, com o objetivo de sensibilizar a comunidade para as questões ligadas aos transtornos mentais nos diferentes espaços de socialização.

A Psicóloga Rossana Paulino conduziu a palestra no turno manhã, junto à Equipe Multidisciplinar da 2ª Gerência de Ensino, Rayssa Fernandes e Andressa Toscano. No turno tarde, profissionais da área de Psicologia da EESAP (Escola de Ensino Superior do Agreste Paraibano) e a Assistente Social Rayssa Fernandes dinamizaram as atividades sobre o assunto, interagindo sobre as origens da campanha Setembro Amarelo; os sinais de alerta; os fatores de risco e como ajudar.

Sobre a origem do movimento de Prevenção ao Suicídio, discutiu-se que em setembro de 1994, um jovem estadunidense, conhecido como Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio. O fato de o jovem possuir, à época, um Mustang 68 amarelo inspirou seus pais e amigos a distribuir, no dia do velório, cartões amarrados em fitas amarelas com frases de apoio para as pessoas, como um gesto de solidariedade para quem estivesse passando por problemas emocionais.

Alguns sinais de alerta mencionados, no evento, referem-se à diminuição do autocuidado, mudanças comportamentais, isolamento social, mudanças no humor, sintomas que afetam, principalmente, a faixa etária de 15 a 29 anos, o que não exclui, claro, a incidência nas outras idades. Manter uma postura atenta aos sinais pode prevenir a evolução de qualquer tipo de depressão. Por isso, os estudantes receberam informações acerca de uma rede de proteção existente no município, sobre a qual destacam-se o trabalho do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), Policlínica, ou o serviço Ligue 188 – atendimento nacional gratuito 24 horas para apoio emocional.

Para finalizar, o trecho “Permita que eu fale das minhas cicatrizes”, da canção AmarElo (Emicida), foi um ponto de reflexão sobre a importância da resiliência e do comportamento altruísta em defesa da vida, bem como um convite à criação de uma rede de diálogo no espaço escolar sobre os dilemas vivenciados no interior de cada um.