Fanfic baseada em Titanic, filme de longa-metragem dirigido por James Cameron.
Autora: Maria Clara Cardoso Silva, 2º B
CAPÍTULO 2 – O JANTAR
Jack e Rose caíram quando saíram da grade do navio e a situação se tornou engraçada. A equipe do navio escutou gritos de Rose e, ao averiguarem, acharam que tivesse acontecido algo duvidoso por Jack está sem paletó e em cima de Rose.
Tripulante: O que está acontecendo aqui? – perguntou com raiva.
Logo em seguida, Cal chegou e achou que Jack estivesse aproveitando-se de Rose, por isso partiu para cima de Jack, segurando na gola da camisa dele.
Cal: O que você pensa que está fazendo com minha noiva?
Jack: Eu não estava fazendo nada de mais.
Cal: Como assim nada de mais? Prendam este homem agora!
Quando o segurança colocou as algemas em Jack, Rose interpelou.
Rose: Espera… Este rapaz me salvou. Eu quase caí da grade quando eu… eu fui observar o motor – disse gaguejando.
Cal: O que? O motor?
Rose: Sim, Cal.
Segurança: Foi isso mesmo que aconteceu, rapaz? – mirou os olhos de Jack.
Jack: Sim, isso mesmo – falou com voz trêmula.
O segurança tirou as algemas de Jack.
Senhor Dominick, amigo de Cal, sugeriu algo interessante.
Dominick: Já que o rapaz salvou a Senhorita Rose, ele merece uma recompensa, não? – pergunta a Cal.
Cal, que já estava andando em direção ao quarto com Rose, parou.
Cal: Ah, é verdade, pode dar $20 (vinte dólares) a ele.
Dominick: Mas é muito pouco, Cal. afinal, ele salvou a vida de sua noiva.
Rose, vendo aquela enrolação de Cal, sugeriu algo melhor.
Rose: Por que ao invés de dar dinheiro, a gente não o convida para o jantar?
Cal: Tem razão. Senhor Jack pode ir ao jantar.
…
Jack: Obrigado! Mas eu não vou incomodar não, né?
Cal: Claro que não, Senhor Jack – fala com deboche.
Rose: Então pronto! Está tudo resolvido. Até o jantar, Sr. Jack.
Jack: Até, Senhorita.
Rose deu uma piscada para Jack e saiu com Cal.
Segurança: Senhor Jack Dawson, não é? Ainda me pergunto se foi isso mesmo que aconteceu, afinal como conseguiu tempo para tirar o paletó e desamarrar os sapatos.
Jack fica caldo e acende um cigarro.
No dia seguinte…
Jack e Rose foram dar uma volta no convés.
Jack: Então, nós já andamos mais ou menos 1 km pelo navio, falamos de tudo um pouco, sobre o tempo e de como eu fui criado, mas, sinceramente, eu acho que não é por isso que você veio falar comigo.
Rose: Senhor Dawson, eu… – ela é interrompida por Jack.
Jack: Me chame só de Jack.
Rose: Eu queria agradecer pelo que você fez, por dois motivos: primeiro, por ter-me puxado para dentro do navio e, segundo, por sua discrição.
Jack: Não foi nada.
Rose: Eu sei o que deve estar pensando: “pobre menina rica, o que ela sabe sobre o sofrimento?”
Jack: Não, de maneira alguma! Sinceramente, não era isso que eu estava pensando.
Rose: Então era o quê?
Jack: O que eu estava pensando era o que poderia ter acontecido para essa pobre menina achar que não tinha saída.
Rose: Bom, eu… Olha, foi tudo, foi o mundo em que eu vivo, e as pessoas que pertencem a ele, é a indiferença da minha vida, que me leva e me deixa incapaz de impedir isso.
Jack olha para o anel de Rose.
Jack: Nossa, olha só isso, você teria ido direto para o fundo.
Rose: Quinhentos convites já foram enviados. Todas as pessoas importante estarão lá. E tudo o que eu sinto é como se… como se eu estivesse no meio de uma sala gritando com toda a minha força e ninguém conseguisse me ouvir.
Jack: Você o ama (referindo-se a Cal)?
Rose fica confusa.
Rose: O que perguntou?
Jack: Você o ama?
Rose: Senhor Dawson, está sendo indiscreto, não deveria me fazer esse tipo de pergunta.
Jack: Por que? É uma simples pergunta. Responda sim ou não.
Rose faz uma risada sarcástica.
Rose: Esta conversa está muito inadequada.
Jack: É só responder.
Rose, já muito nervosa, responde.
Rose: Mas que absurdo! Olhe só, a gente não se conhece. Então, com certeza, não podemos ter esse tipo de conversa. Você, além de um desconhecido, é muito indiscreto e arrogante. E, agora, essa conversa já foi longe demais. Eu vou ter de ir embora, Senhor Jack Dawson. Foi um prazer! Eu vim para te agradecer e já agradeci.
Jack: E ainda me insultou.
Rose: Bom, você mereceu.
Jack: Claro, diz sarcasticamente.
Os dois dão um aperto de mão, mas nenhum dos dois sontam.
Jack: Ué, pensei que você estivesse indo…
Rose: Mas estou.
A situação constrangedora se torna engraçada. Rose, saindo do local, vira para Jack.
Rose: Espere… Eu não preciso ir. Essa é minha parte do navio, então, você que deve ir.
Jack: Hello! Ora, ora, ora (sarcasmo)! Quem está sendo arrogante agora hem?
Rose percebeu que perdeu o argumento. Viu que Jack estava segurando um caderno.
Rose: O que é essa coisa idiota que está segurando?
Ela pega, vê os desenhos de Jack.
Rose: Você é artista por acaso? Hum… São bons! – Rose fica encantada com o que vê. – Jack, é um trabalho incrível! São desenhos de mulheres francesas?
Jack: Pois é, mas não gostaram muito do desenho na velha Paris.
Rose: Paris? Você viaja muito, para um pob…, quer dizer, bom, para uma pessoa com poucos recursos.
Jack: Vai, anda, pobre, né? Pode falar – diz rindo.
Rose: Foram feitos com modelos, ao vivo? – pergunta, vendo o desenho de uma mulher.
Jack: Essas são uma das coisas boas em Paris. Muitas garotas querendo… bem, como eu posso dizer… ser desenhadas de forma um pouco ousada.
Rose: Gostou dessa mulher? Desenhou-a várias vezes – disse ao passar mais um desenho.
Jack: Bom… Ela tinha belas mãos.
Rose: Acho que você teve um relacionamento amoroso com ela, não teve?
Jack: Não, não, não. Só com as mãos. Ela era uma mulher da vida, vamos dizer assim.
Rose ficou indignada por ouvir Jack dizer isto.