E-BOOKS DO PROJETO INTERCÂMBIO NORDESTE-SUL: CONEXÕES NA POESIA POPULAR
E-BOOKS DO PROJETO INTERCÂMBIO NORDESTE-SUL: CONEXÕES NA POESIA POPULAR
PROJETOS DE LÍNGUA PORTUGUESA CONDUZEM ESTUDANTES DA ESCOLA JK A PONTOS TURÍSTICOS DE GUARABIRA
No último dia 14 de novembro, nossos estudantes do 2º Ano B, junto com a Professora de Língua Portuguesa Elciane de Lima Paulino, da Escola Estadual de Ensino Médio John Kennedy, realizaram um tour por alguns pontos históricos de Guarabira, com o objetivo de apresentar estruturas físicas e imateriais, de grande valor para o povo guarabirense, bem como personalidades que contribuíram ou que ainda contribuem para o desenvolvimento da cidade. A excursão foi feita em parceria com o Professor Gilmar de Sena, que organizou o percurso para seus alunos do 3º Ano do Ensino Médio vivenciarem a literatura para além da sala de aula. Com efeito, neste relato, disponibilizamos informações acerca dos espaços geográficos, históricos e culturais de Guarabira: Memorial Frei Damião; Beco de Candeia; Teatro Geraldo Alverga; Galeria de Arte Antônio Sobreira; Parque da Estação – Dona Ló – Ferrovia Conde D’Eu; Memorial do Cordel; Casa da Cultura; como forma de convidar o público blumenauense e demais leitores a conhecerem um pouco mais sobre nossa cultura, nesse movimento de subjetividade e alteridade que a escrita é capaz de promover. Iniciamos pela apresentação do vídeo de nossos estudantes protagonistas do Projeto Intercâmbio Nordeste-Sul: conexões na poesia popular.
O primeiro ponto visitado foi o Memorial Frei Damião – a terceira maior estátua católica do Brasil, com 34 metros de altura, localizada na Serra da Jurema. Nossa cidade destaca-se pelo turismo religioso, prova disto é que o memorial recebe turistas de várias partes do mundo, como Portugal, Itália, França, Holanda, Alemanha, Peru, Argentina, Paraguai, Uruguai, Colômbia, Venezuela, entre outros, conforme o livro de visitas do local, analisado pelo Professor Jeremias Cavalcante para a composição do Projeto Conexão Mundo 2024. O ponto turístico está completando 20 anos e tem como projetistas os arquitetos Alexandre Azevedo e Gilberto Guedes. Vale destacar ainda que, no caminho de acesso para o memorial encontra-se o mirante Cruzeiro de Brennand, de onde podemos ver a paisagem natural e cultural de Guarabira, bem como as quinze estações da Via Sacra, com estátuas de concreto feitas em tamanho natural. Nosso memorial é composto por um museu, que preserva objetos pessoais, fotografias e artigos religiosos do frei capuchinho, alguns encontrados no início do vídeo. Na parte externa, podemos sentir a natureza e interagir com a fauna e a flora existente na Serra da Jurema. Vale a pena conhecer!



Saindo deste local, fomos para o Beco de Candeia, acesso entre a Praça Antônio Guedes e a Rua Osório de Aquino. No beco, grandes personalidades guarabirenses foram representadas na arte do grafiteiro Marquinhos Perfect, totalizando 20 metros de painel. O projeto artístico não se limita ao beco, é parte de uma intervenção maior: retratar o cotidiano da cidade em becos, paredões e paradas de ônibus. Algumas delas foram brevemente apresentadas pelos nossos estudantes no vídeo acima e serão listadas a seguir: Chico Pedrosa (um dos maiores poetas brasileiros); Maria Eulália Cantalice (ilustre educadora de nossa Rainha do Brejo); Ednaldo Pereira (cantor conhecido nacionalmente); Margarida do Feijão (uma comerciante muito conhecida na região); Ronaldo Cunha Lima (poeta e político guarabirense); Zenóbio Toscano (engenheiro, ex-prefeito e ex-deputado estadual da Paraíba), entre outras.




Antes de chegarmos ao nosso próximo destino, a Estação – Dona Ló – Ferrovia Conde D’Eu, transitamos pela calçada do Teatro Geraldo Alverga e da Galeria Antônio Sobreira, onde rememoramos a importância desses espaços na vida de nossa comunidade educacional: o teatro já foi palco de inúmeras apresentações culturais, inclusive estudantes de nossa escola, em 2012, apresentaram a Peça teatral O fantástico Mistério de Feiurinha, de Pedro Bandeira, por meio do projeto Ler é uma fascinante viagem; também já participamos como expectadores das peças De João para João, de Tarcísio Pereira, A Batalha da Vírgula contra o Ponto Final e Histórias de Lua e Sol, do autor Vando Farias. Quanto à Galeria de Arte, também realizamos visitação, no ano 2023, na Exposição do Centenário do Romance do Pavão Misterioso, importante obra da Literatura de Cordel, escrita por José Camelo de Melo Resende; nessa oportunidade nossos alunos entrevistaram o diretor Elias dos Santos, um dos nossos grandes artistas plásticos.

Para proporcionar uma viagem no tempo, após rememorar projetos anteriores, demos sequência à visita ao Parque da Estação – um equipamento histórico e turístico datado de 1884, revitalizado e inaugurado em 4 de julho deste ano. Em 2024, a rede ferroviária, cuja localização é o Bairro Esplanada, completou 140 anos. Hoje conta com um memorial e um salão de artes plásticas, abertos ao público em geral. Segundo relato da guia que acompanhou os alunos pelo local, a movimentação do trem funcionava “a todo vapor”, mas foi interrompida no ano 2000, devido às mudanças nos meios de transporte para deslocamento de pessoas, bens e mercadorias. Na Estação ainda há um compartimento onde era depositado o milho para a Guaraves, importante indústria alimentícia de nossa cidade e região. Assim, percebemos que o trem contribuiu com o crescimento da economia, movimentando o comércio local e com o desenvolvimento de Guarabira. Além disso, a locomotiva tornara-se um divertimento para os guarabirenses: quando escutavam o barulho, desciam para ver, isso retrata a beleza nos relatos de pessoas que conviveram nos arredores da ferrovia. É um lugar que suscita muitas histórias contadas por nossos avós, tios, tias, vizinhos, isto é, guarabirenses de outras gerações. É importante acrescentar que a Estação foi sede de um dos eventos anuais mais importantes da região, Festival de Arte Naif, com o tema Ferrovia. Cada quadro exposto retrata um pouco da história da Ferrovia Conde’Eu. O festival reúne artistas Naif de vários lugares do Brasil e do mundo. Entre tantos objetos artísticos e históricos, encontramos no memorial da ferrovia fotos antigas, documentos (a planta de desapropriação, documentos de trabalhadores), como também peças antigas que foram utilizadas na estação, tais como o telégrafo – utilizado para comunicação com outras pessoas por meio do código Morse -, capa de proteção utilizada em tempo de chuva, fotografias dos primeiros e dos últimos trabalhadores da época, fotografias do descarrilhamento, espaço da bilheteria, cofre antigo para guarda de documentos e de dinheiro, as rodas do trole, o sino, o relógio (objeto que traz uma curiosidade em relação ao número quatro em algarismo romano), o lugar onde ficava a balança de pesagem das mercadorias e peças de troca de trilhos. Fazendo-se uma visita ao local, tem-se um acervo inestimável da história não apenas de nossa cidade, mas de outras regiões conectadas pelos ramais do Brejo.








A ferrovia resgata histórias de nosso povo e nos leva a imaginar novos percursos, como podemos perceber no poema do nosso artista plástico e poeta Elias dos Santos. A gravação foi realizada pelo poeta André Filho.
Desembarcando da Estação, continuaremos, posteriormente, nossa excursão na Casa da Cultura e no Memorial do Cordel José Camelo de Melo Resende. Este possui um rico acervo que valoriza a literatura popular dos cordelistas de nossa região. As fotos abaixo foram registradas, previamente, antes da realização do projeto Intercâmbio Nordeste-Sul: conexões na poesia popular, com vistas à preparação de cada etapa. Em breve, receberão a visita dos estudantes que coletarão informações para a conclusão deste relato.







CRIAÇÃO DE E-BOOK COM POEMAS PRODUZIDOS NO PROJETO INTERCÂMBIO NORDESTE-SUL
Na etapa de produção final, os alunos do 2º Ano B tinham por objetivo escrever os poemas populares (literatura de cordel), pensando no público leitor/ouvinte: as crianças de Blumenau. A atividade poderia ser realizada em duplas ou individualmente. Para isso, cada estudante ou dupla de estudantes recolheu o material (textos motivadores) que os auxiliaria no processo da escrita. As questões relacionadas à situação de produção foram colocadas em pauta: O que escrever? Para quem? Como adequar as ideias no gênero proposto? Ou seja, um movimento de subjetividade e alteridade que envolve marcas linguísticas, convocam uma memória pela produção de lembranças, encontro entre uma atualidade e um acontecimento, constituindo-se como uma prática de escrita prazerosa, ao mesmo tempo em que resgata saberes, aspectos culturais do passado, atualiza esses saberes, trazendo-os para os tempos atuais. Portanto, ao produzir o exercício da escrita, os alunos inscrevem-se em si (como sujeitos culturais e históricos do Nordeste) e no outro (crianças da Região Sul), promovendo encontros entre realidades, que se constituem no intercâmbio proposto pelo nosso projeto.






Os E-books serão apresentados até o término do 4º bimestre no <canalbuskas.com>.
INTERCÂMBIO CULTURAL: DIÁLOGOS QUE TRANSCENDEM OS MUROS DA ESCOLA
O Terceiro Intervalo de Leitura foi dividido em duas etapas: os estudantes tiveram contato com a cultura da Região Sul do Brasil por meio de leitura e debates acerca de textos disponíveis na obra Brasil: histórias, costumes e lendas, de Alceu Maynard Araújo, bem como familiarizaram-se com o projeto As crianças e a pluralidade das infâncias: transições entre o passado e o presente, de autoria das Professoras Nadine, Ana Paula e Kelly, do Centro de Educação Infantil, Blumenau -SC. O objetivo da primeira etapa consistiu em aprender aspectos históricos, geográficos e culturais da Região Sul, dialogando acerca da diversidade cultural brasileira; já a segunda etapa foi analisar instrumentos de pesquisa etnográfica (questionário de pais das crianças de dois e três anos) e relatórios das atividades do projeto, que após compartilhada com os alunos, inspiraria a produção de poemas, em formato de literatura de cordel em quadras, sextilhas ou setilhas.
Foi organizada a coletânea de textos da obra supracitada no formato de livreto para facilitar o acesso de todos às informações, facilitar a leitura e a pesquisa individual. O livreto traz informações sobre aspectos demográficos, culturais, históricos referente aos estados da Região Sul. Realizou -se a leitura em voz alta e debates em sala de aula. Os alunos levaram o material para casa para continuar o processo de leitura.
Num segundo momento, os alunos conheceram as crianças do Centro de Educação Infantil, através de relatórios impressos, os quais traziam os conhecimentos construídos no projeto das professoras Nadine, Kelly e Ana Paula. A experiência foi interessante, sentiram-se num processo de conhecimento do outro, que é real, mas por meio de imagens e relatos escritos pelo olhar das professoras. E planejaram como escreveriam seus poemas, conectando os elementos culturais do Sul apreendidos na leitura do livreto e discutidos em sala de aula, as características de seus personagens ou eu lírico por meio do que captaram sobre as imagens e as ações das crianças nos relatórios.






Na etapa seguinte, os estudantes escreverão seus poemas populares.
SEGUNDO INTERVALO DE LEITURA DO PROJETO INTERCÂMBIO NORDESTE-SUL
A etapa de Segundo Intervalo de Leitura foi dividida em três partes, tendo por objetivos específicos: assistir ao documentário “No País da Poesia Popular”, gênero mais complexo relacionado com a apuração e o relato de fatos por artistas da poesia oral improvisada e com a apreciação consistente de Bráulio Tavares; pesquisar sobre a poesia oral improvisada, registrando anotações no portfólio, tendo em vista a intensificação da análise crítica das diferentes semioses dos repentes e emboladas, observando ritmo, rimas, melodia. Os alunos do 2º Ano B assistiram ao documentário No País da Poesia Popular, segundo episódio, através da TV. Introduzido com o Mote: Aprendi no folheto de cordel, tudo quanto aprendi a cantar, os cantadores Bule-Bule e Antônio José de Queiroz fizeram sua performance e Bráulio Tavares deu sequência na apresentação da arte popular. Os alunos ouviram atentamente e registraram as informações.



Posteriormente, um questionário dirigido para pesquisa foi anotado no quadro branco e os estudantes tiveram um prazo para a realização da pesquisa.
- Pesquise a história de Pinto do Monteiro e Lourival Batista. Escreva um trecho do desafio entre os dois (poesia de improviso).
- Qual a semelhança e diferença entre a cantoria de viola e a literatura de cordel?
- Mocinha de Passira é um exemplo feminino na cantoria. Como você avalia a participação da mulher nesse gênero da poesia popular.
- Pesquise sobre a visibilidade institucional do repentista na sociedade atual.
- Escreva a diferença entre mote e glosa.
- O que significa RAP? Qual a semelhança com a poesia popular nordestina?
Os resultados das pesquisas estão disponíveis nas imagens a seguir:



















Desta forma, concluímos com êxito, a segundo intervalo de leitura do projeto.
MOBILIZAÇÃO DA ESCOLA JK NO DIA D DO SETEMBRO AMARELO
Nesta terça-feira (24), a EEEM John Kennedy realizou o Dia D do Setembro Amarelo – mês de valorização da vida, com o objetivo de conscientizar a comunidade sobre a importância da saúde mental e da prevenção ao suicídio. Sabe-se que o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é celebrado em 10 de setembro, entretanto, a escola postergou as ações da campanha, cumprindo decisão, em conselho de classe, sobre os intervalos dos eventos ocorridos entre agosto e o mês atual.







Conforme o relato do Professor Josinaldo Santos, publicado esta semana, neste canal de comunicação, o impacto do momento histórico, no âmbito da educação, exige da escola um olhar atento para as questões socioemocionais, sensibilização acerca do estigma em torno do assunto, além de políticas públicas voltadas para a saúde mental.
Neste sentido, os professores promoveram atividades dinâmicas, de modo que os estudantes protagonizaram as discussões. Outrossim, realizaram-se pesquisas; gravaram-se vídeos; produziram-se mensagens motivacionais; fizeram-se leitura e reflexão da música Pais e Filhos, de Renato Russo; contemplaram-se expressões artísticas orais e visuais, etc.







A estudante Maria Eduarda trouxe para o debate a origem desse movimento: em setembro de 1994, um jovem estadunidense, conhecido como Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio no próprio carro Mustang 68 amarelo, fato que inspirou seus pais e amigos a distribuir, no dia do velório, cartões amarrados em fitas amarelas com frases de apoio para as pessoas, como um gesto de solidariedade para quem estivesse passando por problemas emocionais. A proposta configurou-se numa boa oportunidade para falar abertamente, com respeito e sensibilidade, escutando sem julgamentos.








Os alunos falaram sobre os fatores de risco a serem levados em consideração, como transtornos mentais, uso abusivo de álcool, drogas, depressão, histórico familiar e eventos traumáticos. Também sobre os sinais de alerta: mudanças comportamentais, isolamento social, diminuição do autocuidado, que podem afetar pessoas de qualquer faixa etária, classe social, gênero ou profissão. Em contrapartida, foram orientados a manter uma postura atenta aos sinais e procurar, quando necessário, psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, médicos e/ou voluntários do CVV – Centro de Valorização da Vida, os quais oferecem serviço de atendimento gratuito 24 horas, através do Ligue 188.
Em suma, o Dia D consistiu num conjunto de ações que resultou em aprendizagens significativas na sala de aula, bem como evidenciou as possibilidades de multiplicação dos diálogos no seio familiar, nas rodas de conversa entre amigos dentro e fora da escola.
RELATO DE PRÁTICA DO PROJETO DE FILOSOFIA 2024
Por: Josinaldo Santos
Assistimos, em nossa atualidade, a uma explosão de intolerâncias das mais diversas ordens, muitas manifestadas publicamente, coletiva ou individualmente, revoltas contra governos, instituições, o outro ou a própria vida. Tudo isso adentra a escola, e temos encontrado alunos silenciosos, desinteressados, apegados demais aos celulares (espécie de caverna digital e segura), indiferentes com o outro e consigo mesmos no processo de ensino-aprendizagem, evidenciando uma espécie de “anomia” com a escola e com a própria existência. Nas vivências cotidianas, percebemos crises de ansiedade entre outros problemas psicossociais, temos uma juventude estudantil, pós-pandemia, “doente”.



A Filosofia permite ao ser humano compreender melhor a si mesmo, a sociedade e o mundo que o cerca, estimulando uma maior autonomia do pensar, agir e se comportar; nasceu da necessidade de orientar-se e encontrar um princípio norteador que ressalte o questionamento da existência do homem no mundo e do mundo no homem. Ela é capaz de estabelecer limites e, ainda assim, proporcionar liberdade. Nesta perspectiva surge o projeto – O pão “filosofia” nosso de cada dia – imersões filosóficas para o autoconhecimento.
Na arquitetura do projeto, intercalamos a filosofia com a psicologia e a neurociência, a fim de provocar uma reflexão de si mesmo, um autoconhecimento mediante as habilidades socioemocionais para uma saúde mental e o bem estar. Como ação estimulante, “disparadora”, envolvemos os alunos em estudos teóricos, dinâmicas práticas que os permitam pensar sobre si, encontrar suas dores, potencialidades, expressar-se e traçar caminhos mais seguros rumo aos seus projetos de vida, buscando encontrar a essência de si mesmos, cujo objetivo é autocontrole emocional para agir diante dos desafios reais.



É também no chão da escola que esses jovens estudantes estão preparando-se para as mais diversas etapas da vida em sociedade, vão lidar com muitas emoções e sentimentos diversos, nosso papel é colaborar dando ferramentas necessárias para um equilíbrio emocional, mental e, logo, físico para o viver bem, segundo Epicuro.



As aulas contemplam Autoconhecimento, Filosofia das Emoções, a partir da qual os alunos conhecem significados, realizam reflexões, podem expressar-se esteticamente; realizamos caminhadas, objetivando superação e diminuir ansiedades. Na filosofia da mente integrada à psicologia, conhecemos o Mindset de crescimento, tudo visando o autoconhecimento, o autocuidado, ou seja, todas as atividades que, regularmente, escolhemos fazer ajudam a manter ou melhorar o nosso bem-estar e saúde emocional e mental.
RELATO SOBRE A ELETIVA CULTURA NORDESTINA
Por Elimary Matias Rodrigues
A disciplina Eletiva é a parte flexível da grade curricular, podendo inclusive, ter seu conteúdo escolhido pelos alunos. Por isso, quando a escola me fez a proposta para ministrá-la, eu e as demais colegas professoras, achamos por bem que os educandos, não apenas aceitassem uma de nossas propostas, mas que também pudessem apresentar suas sugestões. E assim foi feito.
Eles então expuseram suas ideias. E, dentre elas, alguns deles sugeriram CULTURA NORDESTINA. Achei muito interessante. Fiquei por demais satisfeita com a sugestão, mesmo porque, muitos outros temas citados, fazem parte da nossa cultura.

E, de forma nāo cronológica, pesquisamos sobre o nosso querido Nordeste, começando sobre as características herdadas da interação cultural entre os colonizadores portugueses, dos africanos e dos índios, adentrando temas intrínsecos como: origem das festas juninas, comidas típicas, ritmos musicais (forró, quadrilha, xote, xaxado baiāo, frevo), nāo esquecendo de mencionar grandes nomes como : Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Sivuca e Dominguinhos. Ainda abordamos outros temas – artesanato, capoeira e literatura de cordel, concluindo o 1° semestre e observando que a nossa riqueza cultural é muito ampla.











De acordo com os alunos, decidimos permanecer com a mesma temática, no 2° semestre. Iniciando com vaquejada, seguida de coco de roda, bumba meu boi, repentes e violas, ciranda e o último tema que vimos foi raízes da devoção (a fé do povo nordestino). Ainda há muito a ser visto, uma vez que a nossa região é opulenta em sua diversidade cultural.










Sinto a satisfação dos alunos em conhecer e ter esse sentimento de pertença à terra nordestina. Segue o registro do depoimento de alguns:
Claro! As aulas de Eletiva sobre a Cultura Nordestina são extremamente fundamentais para valorizar, preservar e conhecer a nossa terra a rica diversidade dessa região. Estudar com esse tema nos permite compreender melhor as tradições, histórias e manifestações culturais que fazem parte da nossa identidade nordestina, como o forró, frevo, capoeira e principalmente sua culinária típica com comidas que a senhora (Elimary) fez com tanto carinho e amor, dedicando seu tempo a nós. Além da religião no Nordeste do Brasil, que é um verdadeiro sincretismo religioso, refletindo a mistura de influências indígenas, africanas e europeias, por sua maioria é católica conhecida por suas figuras religiosas emblemáticas, ex; Padre Cícero, Frei Damião e Irmã Dulce, devido às figuras imagéticas que a senhora sempre traz, para tirarmos inúmeras fotos com seu álbum maravilhoso descrevendo toda a sua jornada durante o semestre, essas aulas de fato nos ajudam a reconhecer e valorizar a riqueza do Nordeste Brasileiro, promovendo um maior respeito e admiração por essa parte tão vibrante do Brasil. Pra mim, umas das aulas mais marcantes e que aprendi foi sobre o São João, uma das festas tradicionais, se não a maior de todo o Nordeste, desde da minha infância ao lado de minha avó sempre tive a noção, que era algo além de apenas festa que envolve danças típicas, como a quadrilha, seus pratos como pamonha, milho cozido e etc., é de fato um evento religioso incrível, o maior São João de todo o mundo está na região Nordeste, um componente essencial e comunitário, reforçando os laços sociais e culturais entre as pessoas. (Maria Eduarda – 2° Ano B)


A Eletiva sobre cultura nordestina tá sendo importante em diversos sentidos, é bom aprender das diversidades de culturas que existem, principalmente, a nordestina. Aprendi sobre capoeira, sobre a Bahia, costumes e tradições de vários tipos de lugares. (Gabrielly- 2° Ano B)
As aulas de eletivas são muito importantes para o aprendizado dos estudantes. Ela amplia os conhecimentos de nós estudantes, principalmente um levantamento de cultura (já que o tema é sobre a cultura nordestina). Um dos temas que mais me chamou a atenção foi sobre as festas juninas, um levantamento de várias questões que muitas vezes não são conhecidas ou que não têm a devida importância dada. E as aulas de eletiva são muito importantes justamente para aprendermos mais sobre a nossa cultura. (Kallyane – 1°Ano A)
Estudar a nossa cultura nos faz entender nossas raízes, tradições, costumes e crenças, e nos ajudam a valorizar nossa história!! Pois querendo ou não a cultura sustenta nossa identidade. Essa Eletiva nos fez conhecer passos de danças, estilos de músicas e até mesmo figuras que representam o nosso nordeste! (Júlia – 2° Ano B)
A Eletiva sobre a cultura nordestina foi muito importante para nós estudantes , para conhecermos e compreendermos mais sobre nossa própria cultura, conhecer a culinária, os costumes, e etc., conhecendo a própria cultura, o indivíduo compreenderá a importância de mantê-la viva na memória, protegê-la e valorizar a cultura como forma de preservar o que somos, nossas características, nossa identidade. (Waldemir Neto- 3° Ano B)
As aulas de eletiva com a professora Elimary foram uma forma de aprendizado para mim e meus colegas de classe, pois nós descobrimos coisas que nem sabíamos, então é muito importante estudarmos sobre a cultura da nossa própria região, gostei muito! Cada aula foi uma nova descoberta, acho muito interessante a cultura do nosso povo. (Maria Deisiane – 1° Ano A)
Olá, primeiramente queria ressaltar a importância desta Eletiva, que tem como base o desenvolvimento social, gosto muito da eletiva da professora Elimary, pois sua disciplina é de suma importância, com o tema abrangente (Cultura Nordestina), aplicada nas turmas das 1ª séries, Escola John kennedy, onde sāo mostradas a diversidade cultural: religiões, viver, comidas típicas etc. Ensina o quanto devemos ser tolerantes, em vários aspectos do nosso dia a dia, sem sermos xenófobos e preconceituosos, dito isso, vamos comemorar nossa cultura, com fé e alegria. (Jhonata Camargo – 1° Ano A)
São aulas que agregam no conhecimento e nos prendem em assuntos diversos do nosso país, cidade e estado, entre outros temas das eletivas. (Walter Daniel- 3° Ano B)
Estudar a cultura nordestina nas aulas de Eletiva é fundamental para valorizar e compreender a rica diversidade cultural do Brasil. Através dessa disciplina, aprendi sobre a importância do folclore, da música e das tradições que moldam a identidade do Nordeste. Um aspecto que me chamou a atenção foi o papel do cordel, uma forma de literatura popular que narra histórias e preserva a memória do povo nordestino. Compreender esses elementos culturais nos ajuda a respeitar as diferentes expressões culturais e a reconhecer a riqueza da nossa própria história. (Maria Clara Cardoso – 3° Ano B)
Eu acho as aulas de cultura nordestina muito interessantes, pois são culturas novas de outros estados, que a gente ainda não conhecia, são assuntos bem proveitosos e até mesmo sobre o nosso estado, tem coisas que eu ainda não sabia e aprendi graças a essa eletiva, são assuntos bem interessantes a ser tratados. (Manuela -2°Ano B)
As aulas de eletiva onde falamos sobre a nossa cultura nordestina são importantes, trazem conhecimento sobre nosso Nordeste que às vezes nem prestamos atenção. (Laís Vitória – 2° A)Significa uma aula para descobrirmos reconhecimentos específicos, sobre cultura nordestina, explora suas tradições, festas, artes e etc… Destacando sua importância para a identidade brasileira.
(Roberta- 2° Ano A)
As aulas de Eletiva sobre cultura nordestina nos proporcionaram uma imersão rica nas tradições, costumes e manifestações artísticas dessa região tão diversa do Brasil. Por meio de histórias, músicas, danças e gastronomia, tivemos a oportunidade de conhecer e valorizar a herança cultural do Nordeste, desde o forró e o cordel até os festejos populares como o São João. (Lucas- 3° E)
Bom dia, muito boas as aulas da cultura nordestina, muito interessante e legal. (Joāo Vitor- 3° H)
As aulas de eletivas são importantes para a aprimorar o nosso conhecimento. Elas serviram, para mim, como forma de novos aprendizados sobre nossa cultura nordestina; novos costumes; novos estilos musicais; etc. (Mariana- 3° B)
Só tenho a agradecer pelo esforço e pela dedicação da professora em querer fazer o melhor por seus alunos e por estar sempre disponível pra nos ajudar. As suas aulas fizeram a diferença no meu desempenho. (Sharles- 1º Ano B)
A eletiva sobre Cultura Nordestina, eu gostei e aprendi coisas novas sobre a cultura a região e muitas coisas. A cultura da região Nordeste é muito conhecida pelo seu aspecto forte e marcante. É de lá que vem as características do nosso “jeitinho brasileiro”. (Suelliton- 3° Ano H)
As aulas de eletiva, para mim, como aluna, são de extrema importância e necessidade. Aprendi diversos costumes e tradições da nossa região Nordeste, que ainda não tinha conhecimento. Foram aulas sensacionais, com diversos temas, recreações, dinâmicas, entre tantas outras coisas. A eletiva também nos motiva a enaltecer essa região tão linda que é o Nordeste! (Gisele- 3° Ano E)
As aulas de eletivas são de suma importância para nossa vida acadêmica, nos traz muitos conhecimentos gerais. mas falar de culturas que desenvolveram nosso país é ainda mais importante, saber cada história e detalhe de como tudo aconteceu. Pra mim, as aulas de eletivas trouxe muitos conhecimentos sobre culturas, costumes e até mesmo a origem de algumas danças e comidas típicas. (Isis- 3° Ano E)




































































































