O filme 2012 retrata vários desastres catastróficos que ameaçam o planeta, verdadeiro cenário de Apocalipse. Com essa abordagem, a obra revela a fragilidade da civilização e a importância da união em momentos de crise. Modernamente, fora da ficção, no Brasil, a realidade não é diferente, uma vez que vêm sendo enfrentadas secas, enchentes, incêndios florestais, sendo necessário caminhos para estimular a responsabilidade individual e coletiva. Dessa forma, por causa da negligência estatal e da falta de educação ambiental agravam-se as mudanças climáticas no país.

Em primeiro lugar, a negligência do Estado com a escassez de projetos que visem assistência na sociedade contribui para a precariedade, envolvendo essa temática. Dessa maneira, parte da população se prejudica pela irresponsabilidade governamental, tendo em vista as grandes queimadas florestais que afetam em grande escala o ar, atingindo tanto os animais quanto os seres humanos. Em vista disso, a ausência de fiscalização adequada gera a continuidade da problemática, tornando a ficção citada uma realidade na sociedade.

Ademais, a omissão do Estado com investimentos em campanhas de educação ambiental afeta em grande escala o meio ambiente, uma vez que a sociedade desconhece práticas simples que poderiam minimizar os impactos ambientais. Esse cenário difere de outros países desenvolvidos que visam priorizar a conscientização na sociedade, diminuindo assim as emissões de gases poluentes preservando ambiente para as presentes e futuras gerações.

Portanto, é de extrema necessidade que as autoridades governamentais se atente a certas situações em que o planeta vem passando. Sendo assim, fazendo campanha de conscientização e investimento em projetos, junto ao Ministério do Meio Ambiente, com o intuito de diminuir os efeitos negativos de que tais problemáticas citadas acima trazem ao planeta.

Redação produzida pela estudante Manoella Fernandes dos Santos, do 3º Ano do Ensino Médio, durante o Projeto A escrita dialética em plataformas digitais, durante o ano letivo 2025.

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O filme Wall E, produzido pela Pixar, retrata um futuro em que a Terra se encontra devastada pelo excesso do lixo e pela falta de cuidado humano. Apesar de ser uma obra de ficção, sua narrativa dialoga diretamente com a realidade brasileira, já que o país enfrenta problemas ambientais graves como o desmatamento e a poluição. Nesse sentido, torna-se essencial pensar em formas de estimular a responsabilidade individual diante das mudanças.

Em um futuro distante, a Terra transformada num depósito de lixo gigante, forçando a humanidade a evacuar para o espaço a bordo de naves luxuosas. Essa realidade fictícia deve servir de alerta para a sociedade brasileira, pois a degradação ambiental já se mostra visível em enchentes, secas prolongadas e ondas de calor. Para reverter esse cenário é fundamental atuação do Estado, por meio da criação e fiscalização de leis ambientais mais rígidas, bem como investimento em energias renováveis. Paralelamente, é preciso estimular a responsabilidade coletiva, promovendo campanhas educativas que incentivem o consumo consciente, a reciclagem, a redução de desperdício.

Ademais, a responsabilidade individual também desempenha um papel crucial. Pequenas ações cotidianas como economizar água e energia, separar resíduos e optar por meios de transporte menos poluentes, quando somadas podem gerar impactos positivos significativos. Portanto, diante da urgência das mudanças climáticas, é necessário esforços individuais e coletivos em prol da preservação do meio ambiente. Somente assim será possível evitar que Wall E se torne uma realidade e garantir condições dignas para as próximas gerações.

Redação produzida pela estudante Emilly Vitória Marques Paz da Silva, do 3º Ano do Ensino Médio, durante o Projeto A escrita dialética em plataformas digitais, durante o ano letivo 2025.

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As mudanças climáticas afetam o cotidiano brasileiro, por meio de enchentes, secas prolongadas e ondas de calor revelando a urgência de ações efetivas. Nesse cenário, a responsabilidade ambiental não é apenas dever do Estado ou das empresas, exige articulação entre escolhas pessoais e políticas coletivas. Assim, discutir caminhos para estimular a responsabilidade individual e coletiva torna-se essencial para viabilizar uma transição justa e sustentável no país.

No plano individual, hábitos cotidianos podem reduzir emissões e inspirar comunidades. Três frentes se destacam: consumo consciente, mobilidade e gestão de resíduos/ alimentação. Ao priorizar produtos duráveis, reparar em vez de descartar e reduzir plásticos de uso único, o cidadão diminui sua pegada ambiental e pressiona o mercado por melhor qualidade. Na mobilidade, a preferência por caminhar, pedalar, usar transporte público compartilhado reduz congestionamentos e poluição.

Entretanto, escolhas individuais só se tornam regra quando sustentadas por estruturas coletivas. Cabe ao poder público ampliar transporte público de baixa emissão, ciclovias seguras, e redes elétricas aptas a geração solar distribuída; proteger biomas, com a fiscalização efetiva, e universalizar a coleta seletiva com logística reversa e centrais de compostagem. Às empresas, compete adotar metas de descarbonização, transparência e design circular ou reparo e reuso para reciclagem, influenciando cadeias de fornecedores.

Portanto, estimular a responsabilidade climática no Brasil implica alinhar atitudes pessoais e políticas públicas e práticas empresariais que facilitem escolhas sustentáveis. Com educação ambiental contínua, infraestrutura adequada e mecanismos de incentivo e transparência, a ação individual se multiplica e a coletiva ganha eficácia. Dessa forma, o país avança para uma transição ecológica que combina bem estar social, competitividade econômica e proteção dos seus biomas. O Brasil terá como enfrentar os desafios das mudanças climáticas, tendo um desenvolvimento sustentável futuro mais equilibrado para toda sociedade.

Redação produzida pela estudante Roberta de Oliveira Silva, do 3º Ano do Ensino Médio, durante o Projeto A escrita dialética em plataformas digitais, durante o ano letivo 2025.

O livro “O cidadão de papel”, de Gilberto Dimenstein aponta que os direitos dos cidadãos estão somente no papel, ficando longe da prática. Sob essa ótica, nota-se uma semelhança com a sociedade brasileira, a qual negligencia o vício em jogos on-line de azar e a falta de fiscalização para evasão fiscal de empresas clandestinas que deixam de cumprir sua responsabilidade social em prol de políticas públicas. Esta problemática gera consequências devastadoras para os apostadores e para a saúde pública.

Em primeira análise, vale destacar que o abandono de pessoas com ludomania, transtorno marcado pela dependência em jogos de azar, vem se intensificando na realidade brasileira, de acordo com a Unifesp. Quase 11 milhões de brasileiros enfrentam problemas psiquiátricos por causa de jogatina. Desse modo, vê-se que esse transtorno é uma questão alarmante na saúde pública e pode ocasionar impactos sociais.

Ademais, a evasão fiscal compromete as arrecadações para políticas públicas. Segundo John Rawls, uma sociedade justa é aquela que distribui recursos de forma equitativa, dá aquilo que a população tem direito. No entanto, com uma perda de bilhões por ano, a ausência desse controle gera grande impacto para a economia e compromete a segurança social. Desse modo, sem arrecadação adequada, o Estado perde recursos necessários que poderiam ser aplicados na saúde pública e na educação, para continuar garantindo bem-estar dos cidadãos.

Diante desse cenário, medidas são necessárias para solucionar o problema. É preciso que o Estado invista na educação digital em escolas e na conscientização dos apostadores, por meio de palestras sobre o consumo impulsivo, como também promova campanhas publicitárias com o objetivo de esclarecer a população sobre os riscos de jogos on-line e reverter o papel de sites clandestinos em responsabilidade social. Dessa maneira, direitos serão garantidos por meio de políticas públicas promovidas com arrecadação.

Redação produzida pela estudante Júlia Jeronimo dos Santos, do 3º Ano do Ensino Médio, durante o Projeto A escrita dialética em plataformas digitais, durante o ano letivo 2025.

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Nos últimos anos, os jogos online deixaram de ser apenas entretenimento e se tornaram o setor de grande impacto econômico social, movimentando milhões de reais. Essas plataformas abrem espaço para discutir responsabilidade social, especialmente sobre como sua arrecadação pode garantir políticas públicas que beneficiem a sociedade.

Primeiramente, é importante destacar que a indústria de jogos online representa uma das áreas com aumento tecnológico expressivo. Com aumento da conectividade e da participação de jovens e adultos nesse universo, a arrecadação, por meio de impostos, torna-se significativa. Assim, direcionar parte desses recursos para áreas como saúde e educação poderia reduzir desigualdades sociais além de transformar o entretenimento digital em instrumento de justiça social.

Além disso, a própria lógica dos jogos online pode inspirar práticas sociais mais colaborativas. Muitos desses jogos funcionam a partir do sistemas de cooperação em que os participantes precisam atuar em conjunto para atingir objetivos. De forma análoga, a aplicação dos valores arrecadados em políticas públicas, representam esforço coletivo, no qual todos os usuários contribuem indiretamente para atingir melhorias sociais. Dessa forma, o consumo de jogos deixa de ser apenas individual.

Portanto, fica claro que o jogos on-line, quando aliados à responsabilidade social, podem ir além da diversão e se tornar instrumento de transformação social. Para que isso aconteça, é fundamental que as empresas do setor assumam compromissos éticos. Dessa forma, a diversão digital e o fortalecimento das políticas públicas caminham juntas, fazendo com que os benefícios retornem à sociedade de maneira justa e efetiva.

Redação produzida pelo estudante Paulo Germano, do 3º Ano do Ensino Médio, durante o Projeto A escrita dialética em plataformas digitais, durante o ano letivo 2025.

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Karl Marx, em sua filosofia, falava sobre a exploração econômica ao destacar como as classes privilegiadas, aproveitam-se dos mais vulneráveis, priorizando o lucro em detrimento do bem estar social. No panorama atual, isso pode ser presenciado através de jogos on-line, fontes de entretenimento que visam capital por meio de apostas virtuais. Pode-se afirmar que o sistema governamental e a falta de responsabilidade social são os grandes culpados por isso.

Sob essa ótica, a CPI das Bets, Comissão Parlamentar de Inquérito das Apostas, evidencia a falta de regulamentação eficiente e de fiscalização por parte do governo. Segundo dados do G1, quase 11 milhões de brasileiros enfrentam problemas por causa da jogatina, entre os quais, os principais são relacionados à saúde física e mental, sem contar com o super endividamento. Nessa lógica, é dever do poder público atuar para que haja regulamentação e fiscalização de tais fontes de entretenimento.

Ademais, “os fatos não deixam de existir só porque são ignorados” (Aldous Huxley). É evidente o quanto essas fontes de entretenimento causam mal à saúde pública, pois, além dos fatos citados, têm deixado o ser racional irresponsável, a nível de não ter amor à própria vida. Diante desse cenário, é preciso jogar com consciência e segurança.

Em suma, é necessário que, assim como os jogos de loteria da Caixa são regulamentados e fiscalizados, haja o mesmo em relação aos jogos de apostas online, assim, garantindo a segurança e confiança do povo, oferecendo um ambiente mais responsável e saudável a população verde-amarela.

Redação produzida pela estudante Ana Kamilly Felix da Silva, do 3º Ano do Ensino Médio, durante o Projeto A escrita dialética em plataformas digitais, durante o ano letivo 2025.

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“Furaro os óio do assum preto pra ele, assim, aí cantá mió”. Na música Assum Preto, de Luiz Gonzaga, é mostrada a insensibilidade humana para com a natureza representada pelo pássaro que tem os olhos furados para satisfazer uma necessidade supérflua. Na contemporaneidade, essa mesma indiferença espelhada com uso exagerado do plástico pelo ser humano, que não se importa com as consequências dos microplásticos para o meio ambiente e para a saúde humana, e pelo descaso do Estado com os sinais de alerta.

Primordialmente, o exagero humano com plástico sempre foi um grande obstáculo em relação a assuntos relacionados a preservação do planeta. Segundo a NGB – National Geographic Brazil – a fonte mais comum dos microplásticos no planeta são as bitucas de cigarro sendo mais de 6 trilhões consumidos por ano. Esses cigarros descartados em praias e litorais vão para o estômago de animais marinhos ou até mesmo são dissolvidos na água, sendo depois ingeridos pelos seres humanos. Em consequência, os ecossistemas marinhos tornam-se vulneráveis aos microplásticos, aos metais pesados e às substâncias tóxicas liberadas pelas bitucas, também prejudiciais à humanidade.

Além disso, o descaso do Estado se torna uma problemática a partir do momento em que um descuido para a situação se torna presente. Apesar da garantia de um ambiente ecologicamente equilibrado, no art. 225 da Constituição Federal de 1988, tal benefício não se vê presente na vida dos cidadãos brasileiros. Nessa ótica, o dever constitucional é desprezado seja pelo despreparo nas políticas de coleta dos plásticos nas cidades seja por não conscientizar a população sobre os perigos dos microplásticos. Por conseguinte, o aumento do plástico no planeta aumenta e os microplásticos no ar se proliferam afetando a biodiversidade, especialmente os mais vulneráveis a problemas de saúde.

Logo, vê-se necessária uma movimentação para combater tais consequências agravadas pela demasia humana e pela inércia estatal. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente, principal órgão responsável pela natureza, em parceria com o Ministério da Saúde, uma maior divulgação de alertas para a população sobre os riscos do uso exacerbado de plástico, por meio de fontes midiáticas e esferas públicas, como as escolas. Além disso, o desenvolvimento de projetos com foco em aumentar os níveis de limpeza pública nas cidades brasileiras. Dessa maneira, reduzir-se-á ao máximo os danos causados pelos microplásticos na natureza e na saúde humana, criando assim um ambiente condizente com o que a Constituição garante a todos.

Redação produzida pelo estudante Vinícius Severino Caetano, do 3º Ano do Ensino Médio, durante o Projeto A escrita dialética em plataformas digitais, durante o ano letivo 2025.

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“Sem azul, não há verde, sem oceano não há vida”. A citação da oceanógrafa e ambientalista americana Sylvia Earle evidencia a conexão entre os seres humanos nos ecossistemas aquáticos, hodiernamente, ameaçados por uma modalidade de poluição: os microplásticos. Por serem pequenas partículas, com apenas 5 mm, que não se decompõem por completo, tornam-se inevitáveis as consequências para a saúde humana e para os organismos vivos nos oceanos, configurando-se uma crise ambiental silenciosa. Diante desse cenário, é necessária uma mudança rigorosa ao consumo excessivo e medidas políticas.

A princípio, um dos indícios da penetração do fragmento sintético no ser humano está no documentário “Plastic People”, o qual expõe como os detritos plásticos são vistos no sangue, pulmões e na placenta de pessoas ao redor do mundo. A presença desses resíduos revela o grau urgente de contaminação pelos sérios impactos na saúde, como distúrbios hormonais, inflamações crônicas e possíveis contribuições para doenças mais graves, embora seja a longo prazo. Assim, é preciso compreender os riscos de o ser humano estar deglutindo o equivalente a um cartão de crédito por semana, devido à escassez de controle da produção plástica que afeta direta e indiretamente, toda existência global.

Paralelamente, o prejuízo aos animais aquáticos são igualmente trágicas. Consoante uma notícia publicada no portal G1, em 2022, baleias azuis engolem 10 milhões de pedaços de microplásticos. Esse dado escancara a problemática da fauna marinha e de toda a cadeia alimentar, provocando em mamíferos lesões internas que levam à morte pelo acúmulo de substâncias tóxicas, ou seja, ao ingerir as suas presas com plástico, e não da água que filtram, põem em perigo o equilíbrio dos oceanos e toda a biodiversidade, por conseguinte, a vida de inúmeras espécies.

Em síntese, é imprescindível que medidas concretas sejam adotadas. A conscientização ambiental deve ser colocada em prática, isto é, a reutilização de talheres, garrafa de metal, bolsas em vez de sacolas, doações financeiras a instituições, alternativas biodegradáveis. À IMO (Organização Marítima Internacional), cabem os investimentos em pesquisas e inovação sustentável, que devem ser priorizadas. A partir de ações coordenadas entre governo, empresas e o corpo social garantir-se-á aos oceanos sua continuidade, sendo a fonte de vida, e não vítima de negligência, como Earle alertou. Consequentemente, havendo azul, haverá verde, oceano, em especial, vida.

Redação produzida pela estudante Maria Eduarda Pacífico de Paiva Silva, do 3º Ano do Ensino Médio, durante o Projeto A escrita dialética em plataformas digitais, durante o ano letivo 2025.

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A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, garante que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Porém, na prática, esse direito ainda é pouco efetivo: os microplásticos presentes nos oceanos e rios comprometem ecossistemas prejudicam a vida marinha e representam uma ameaça à saúde humana.

Diante desse cenário, observa-se que o consumo excessivo de plástico aliado ao descarte inadequado é um dos principais motivos para a presença de microplásticos no ambiente natural. Segundo o documentário “Lixo nosso de cada dia”, grande parte desses resíduos, principalmente os de uso único, são descartados de forma incorreta, fragmentando-se em partículas microscópicas que atingem rios e oceanos.

Além de impactar os ecossistemas, essas partículas plásticas representam ameaça à saúde humana, entrando na cadeia alimentar. Peixes, crustáceos e outros alimentos consumidos diariamente podem conter fragmentos de plásticos, que chegam ao organismo sem percepção imediata de risco. Pesquisas indicam que os microplásticos podem liberar toxinas, causar inflamações, distúrbios hormonais e outros efeitos de longo prazo.

Diante dos impactos ambientais e dos riscos à saúde humana causados pelos fragmentos plásticos, é essencial adotar medidas preventivas, tanto individuais quanto governamentais, para reduzir o uso de plásticos e melhorar a gestão de resíduos. Apenas por meio de ações conjuntas entre governo e sociedade será possível proteger os ecossistemas e garantir o meio ambiente equilibrado.

Redação produzida pela estudante Gabriel dos Santos, do 3º Ano do Ensino Médio, durante o Projeto A escrita dialética em plataformas digitais, durante o ano letivo 2025.

Oficina “Aprendendo com Mestres Haijins – um intercâmbio cultural” é a segunda etapa do projeto com o menor poema do mundo

Nesta semana, iniciamos a oficina Aprendendo com Mestres e Haijins – um intercâmbio cultural, com o objetivo de conhecer, brevemente, a trajetória de alguns mestres haicaístas, de Bashô aos contemporâneos. Para isto, a proposta é fazer um mural com a biografia, fotos e haicais, expô-lo na sala de aula por meio de uma estética visual que aproxima referências simbólicas do Brasil e Japão.

Além de pesquisa individual e em duplas, a atividade envolveu a escrita das biografias, colagens de fotografias e um haicai de cada haijin. Uma forma de exercitar os mecanismos de leitura, compreensão e interpretação, à medida que realizam a proposta, contribuindo de forma interdisciplinar no campo da linguagens artísticas.

Matsuo Bashô; Nenpuku Sato; Masuda Goga; Teruko Oda; Vanice Zimerman; George Goldberg; Carlos Martins; Maria Cristina Chinen Robertson; Maurício de Oliveira; Lizziane Azevedo; Aparecida Ramos da Silva; Maria Tereza de Sá; Martha Maria Maia; Vilmar Donizetti, Zunir Andrade; Elciane de Lima Paulino são os contemplados para fazer parte do mural, o qual ilustra, resumidamente, o encadeamento de saberes de uma geração a outra.

O haicai clássico brasileiro é inspirado no maior expoente da literatura haicaísta no Japão do período Edo: Matsuo Basho (Tóquio 1644 – Osaka, 1964). O período Edo é conhecido na história do país que foi governado pelos xoguns (título militar usado no Japão feudal) da família Tokugawa, de março de 1603 a maio de 1868, na então cidade de Edo (atual Tóquio). Sua poesia é reconhecida internacionalmente, tendo aportado no Brasil e superado as fronteiras linguísticas através dos imigrantes japoneses.

Nenpuko Sato (1898 -1979) é considerado o principal responsável pela conservação e difusão da prática do haicai no Brasil. Porém escrevia apenas em sua língua natal. Um de seus discípulos, Masuda Goga (1911-1993), no entanto, incumbiu-se de pesquisar os kigos (termo sazonal, ou palavra de estação) brasileiros. Além desta tarefa, Goga contou, para brasileiros e japoneses, a história da recepção do haicai no Brasil e escreveu haicais em português. Em 1987, Goga e outros praticantes nisseis fundaram a primeira associação dedicada à prática de haicai tradicional em português – O Grêmio Haicai Ipê, grupo de estudo e prática do haicai em língua portuguesa, do qual até hoje participam grandes mestres do gênero, dentre os quais, a líder Teruko Oda, sobrinha e discípula de Goga.

Com a disseminação de estudos e informações impressos e na internet, surgem outros grupos: La Senda Del Haiku (https://lasendadelhaiku.com), projeto criado por Antonio Jesús Ramírez Pedrosa, que busca dar voz ao haicai em espanhol, do qual faz parte George Goldberg; O Zen do Haicai, no Facebook, cujo administrador é o Mestre Carlos Martins e do qual participam todos os poetas biografados, a exemplo de Maria Cristina Chinen Robertson e Lizziane Montenegro; Chá das Cinco, no WhatsApp, conduzido pela Mestra Vanice Zimerman e pelo haijin e grande colaborador Maurício de Oliveira. Deste último grupo, fazem parte os haijins Aparecida Ramos, Vilmar Donizetti, Zunir Andrade, Marisa Tereza de Sá, Martha Maria Maia, Marli Melris, Elciane de Lima Paulino, entre outros.

O leitor poderia questionar porque selecionamos estes nomes para compor o mural. É uma pergunta intrigante, mesmo porque gostaríamos de incluir outros, mas, pela natureza do próprio gênero mural, selecionamos aqueles que foram criando as primeiras conexões entre nós e este gênero tão apaixonante: o haicai.

REFERÊNCIAS

FABIANO, Antonio (Seishin). O canto do inseto. Jundiaí: Telucazu Edições, 2024.

HANA, Shiroi. Quimonos Entrelaçados: tankas de amor. Porto Alegre: Bestiário, 2025.

IURA, Edson. Cesto de Caquis: notas sobre haicais. Jundiaí: Telucazu Edições, 2021.

LA SENDA DEL HAIKU. Entrevista a George Goldberg, haijin y creador de Haikai Zen. Disponível em: <https://lasendadelhaiku.com/2024/03/09/entrevista-a-george-goldberg-haijin-y-creador-de-haikai-zen/>. Pesquisa em 03/07/2025.

ODA, Teruko. Goga e Haicai: um sonho brasileiro. São Paulo: Escrituras Editora, 2011.

OLIVEIRA, Maurício; ZIMERMAN, Vanice (Org.). Reflexos do Haijin: Antologia de haicais. São Paulo: 2025.

Arte Literária – Projeto Haicai: a senha da escola sustentável é introduzido nas turmas do Ensino Médio da EEEM John Kennedy

No dia 29 de maio de 2025, deu-se início ao Projeto Haicai: a senha da escola sustentável, nas turmas de 2 Ano do Ensino Médio, do turno manhã. O projeto tem por objetivo difundir conhecimentos sobre o haicai, em seus aspectos linguísticos e discursivos, de modo a contribuir com a formação de leitores e escritores do gênero poético.

É fundamental destacar que, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Médio, a escola deve propor a leitura de obras significativas da literatura brasileira e estrangeira, contextualizando sua época, suas condições de produção, circulação e recepção, com base em ferramentas da crítica literária (estrutura da composição, estilo, aspectos discursivos) ou outros critérios relacionados a diferentes matrizes culturais, considerando o contexto de produção (visões de mundo, diálogos com outros textos, inserções em movimentos estéticos e culturais etc.) e o modo como dialogam com o presente.

Outro aspecto importante é que os jovens do contexto hodierno já assimilam aspectos culturais do Oriente, a saber: doramas, mangás, desenhos animados; no esporte, jiu-jitsu; moda; culinária. Sendo assim, o projeto é de grande relevância no contexto de sala de aula, uma vez que, além de aproximar os estudantes dos objetos de conhecimento a partir de elementos de interesse, também possibilitará maior contato com a natureza e reflexões sobre a necessidade de uma postura sustentável, uma vez que o gênero permite respostas intuitivas ao mundo natural, consciência ampliada de uma unidade com o meio natural, momentos de maior conscientização sobre a melhoria da vida. Nos aspectos linguísticos, espera-se um maior refinamento da linguagem, com o desenvolvimento das habilidades poéticas, valorizando o momento presente, isto é, aspectos com os quais a cultura oriental, especialmente, do Japão, lida muito bem.

Na etapa de introdução do projeto, num primeiro momento, os estudantes assistiram ao vídeo: “Haiku: o poema mais curto do mundo”, disponível em <https://youtu.be/95LauCdhgIU?si=s0yRGY6ZeGVuYVWT>, para assim construir conhecimentos acerca do conceito de haicai, da origem do gênero e como este chegou ao Brasil; quem é o maior expoente desse estilo de poesia japonesa; qual a relação que mantém com a natureza. Num segundo momento, os alunos tiveram acesso à Antologia Contemplação da Lua, produzida pelos haijins do Grupo O Zen do Haicai. Conforme Carlos Martins, na kigologia Natureza – o berço do haicai, de Mestre Goga e Teruko Oda, a Contemplação da Lua é descrita da seguinte maneira:

“Evento em estreita ligação com o espírito do haicai. Não é o evento em si que caracteriza este termo como kigo, mas sim, a leitura poética que se faz do ato de contemplar a lua. Refere-se ao esplendor da lua cheia de outono, às sensações e emoções próprias das noites de lua cheia e atividades desenvolvidas nessas noites, como, por exemplo, reuniões para compor poemas à luz do luar.”

Desse modo, os estudantes perceberam a forte conexão entre o ser humano e a natureza, através da contemplação de eventos que mudam todo o tempo, mas que podem ser vivenciados de maneira profunda no presente. Tal percepção tornou-se possível ao selecionarem, lerem e registrarem os poemas que lhes chamaram a atenção. As atividades foram registradas em seus portfólios.

REFERÊNCIAS

O ZEN DO HAICAI. Contemplação da Lua: e-livro. Outono, 2025. Disponível em: <https://www.facebook.com/groups/ozendohaicai/permalink/3209481602541994/>.

ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DA ESCOLA JOHN KENNEDY RECEBEM CAIXA CULTURAL SURPRESA DO CEI DE BLUMENAU – SC

Neste início do ano letivo de 2025, os alunos da Escola Estadual de Ensino Médio John Kennedy receberam, com entusiasmo, a Caixa Cultural Surpresa da Região Sul, enviada pelas crianças e professoras Nadine, Katy, Cléo e Ana Paula, do Centro de Educação Infantil de Blumenau-SC. A ação faz parte do diálogo entre o Projeto A criança e a pluralidade das infâncias: transições entre o passado e o presente, realizado em Blumenau, e o Projeto Intercâmbio Nordeste-Sul: conexões na poesia popular, realizado em Guarabira-PB. Ambos os projetos tinham por objetivo a realização de trocas culturais entre os estudantes das duas regiões brasileiras – cada estudante inserido numa realidade identitária, cuja história se conecta aos demais. Esta realidade permitiu a aquisição significativa de aprendizagens relacionadas à literatura, música, festas populares, comidas típicas, saberes e costumes do povo brasileiro. Conhecer o outro e a si mesmo nesse processo consistiu numa experiência enriquecedora, sobretudo pela valorização das relações interpessoais do público-alvo, como também pelo desenvolvimento das práticas de interculturalidade, em que o protagonismo estudantil se tornou o centro de cada etapa dos projetos.

EXPOSIÇÃO DE ESCRITORES GUARABIRENSES NA ESCOLA JOHN KENNEDY

Mais uma ação do Projeto Intercâmbio Nordeste-Sul: conexões na poesia popular, de autoria da Professora Elciane de Lima Paulino foi realizada na Escola Estadual de Ensino Médio John Kennedy, no dia 28 de novembro deste ano, com a parceria do pesquisador José Paulo Ribeiro e com o apoio da comunidade escolar. O objetivo da exposição consistiu em expor as obras dos escritores da cidade de Guarabira não apenas para os estudantes, mas também para professores, pais, convidados, isto é, toda a comunidade. Além disso, a importante obra cartográfica, que aponta para a origem do nome da cidade “Guarabira”, intitulada O Tesouro dos Mapas: A Cartografia na Formação do Brasil foi exposta, especificamente, na página que apresenta o mapa da Paraíba, elaborado em 1640 pelo naturalista alemão Georg Markgraf – que convidado por Maurício de Nassau ficou no Brasil entre 1638 e 1644; e enquanto permaneceu no Nordeste, realizou estudos sobre a fauna e a flora brasileiras, bem como construiu o primeiro observatório astronômico do Novo Mundo (informações contidas na obra)*. É importante destacar que, como ação de um projeto de intercâmbio, a exposição teve o intuito de chegar na região Sul, em todo o país e alcançar o globo, através desta publicação no <canalbuskas.com>, fazendo-se uso desta ferramenta tecnológica para conexão de saberes e divulgação da cultura local.

A Academia Guarabirense de Letras e Artes – Casa Marisa Alverga doou livros dos escritores Antônio da Costa e Marcos Freitas, cordéis do acadêmico Chico Mulungu para sortear entre os alunos, bem como painéis poéticos com poemas de Amando Anacleto, André Filho e Manoel Firmino para enriquecer o espaço literário. A parceria com a AGLACMA foi fundamental para ampliar as estratégias de fomento à leitura dos estudantes.

O professor e escritor Gilmar de Sena não só marcou presença, como também teve seus poemas no mural de destaque; além dele a professora Elciane de L. Paulino expôs sua crônica na obra Nós: textos de autoria feminina, do Selo Off Flip – Festa Literária de Parati 2024.

O evento contou com a participação do escritor e professor Vicente Barbosa, historiador do município de Guarabira, assim como do escritor e jornalista Nonato Nunes, que fez a divulgação sobre a exposição na sua página O Grampo. Ambos os escritores tiveram algumas de suas obras em exposição, conforme lista no final da página. Registraram-se ainda as participações do futuro Secretário de Educação do município de Guarabira, Tiago do Mutirão, o qual leciona Matemática na referida escola, e do Professor Daniel Fernandes, responsável pelo Perfil Belezas de Guarabira no Instagram, também Professor de Geografia da EEEM John Kennedy.

O professor Daniel Fernandes disponibilizou o vídeo produzido na exposição para publicação no perfil Belezas de Guarabira para que fosse também divulgado neste canal.

Em entrevista à Revista Somos Conexão, edição 11 de 2024, a Professora Elciane de L. Paulino , ao ser questionada sobre que conselhos daria a outros professores que desejam inovar em suas práticas pedagógicas, especialmente, em regiões com menos recursos, frisou a necessidade de investir no ensino da literatura dos escritores de suas regiões, pois, além de os alunos terem esse direito, é uma excelente ferramenta de desenvolvimento da aprendizagem das práticas de oralidade, leitura e escrita, bem como do fortalecimento e valorização da identidade cultural local.

Ou seja, os conselhos dados pela professora são viáveis e promovem resultados significativos tanto para os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem e para a comunidade local quanto para outras regiões, pela possibilidade de divulgação de produção do conhecimento e da criação de uma grande rede colaborativa.

As obras e seus respectivos escritores guarabirenses em destaque na exposição foram:

O Romance Brasileiro, de Olívio Montenegro
A Poetisa dos Poetas – Antologia dos Poetas da Academia Guarabirense de Letras e Artes Casa Marisa Alverga
Eco – Coletânea de Poesias de Poetas de Guarabira (Org.: Prefeitura Municipal de Guarabira)
Brasília, Jovem Cidade, Capital da Esperança (Chico Pedrosa)
Pingos do Imaginário, de Josa Nascimento e Rosa Pereira
Nós 2 – textos de autoria feminina : crônicas da FLIP, com a participação da Professora Elciane de L. Paulino
O Fidalgo Caçador e Outros Poemas, de Chico Pedrosa
Sertão Caboclo: antologia poética, de Chico Pedrosa
O vendedor de berimbau e outros poemas, de Chico Pedrosa
O pássaro que come peixe – Guarabira e suas contendas políticas, de Antônio José de Sousa
Guarabira: um olhar sobre o passado, de Ednaldo Alves
Sítio Arqueológico: Lagoa do Caju, de Silvinha França
História da Política Guarabirense, de Aedson Guedes Cunha
Câmara Osório de Aquino: história de um parlamento: 1935-2005, de Vicente Barbosa
O Espantalho do Brejo, de Vicente Barbosa
Histórias das Eleições Municipais de Guarabira, de Aedson Cunha
Biblioteca Nacional, de Gilberto Vilar de Carvalho
Memórias do Demo: ficção?, de Gilberto Vilar de Carvalho
Cancioneiro do Norte, de José Rodrigues de Carvalho
O primeiro brasileiro, de Gilberto Vilar
A Liderança do Clero nas Revoluções Republicanas: 1817-1824, de Gilberto Vilar de Carvalho
Ilustres Guarabirenses, de Vicente Barbosa
Memórias do Futebol Guarabirense, de Vicente Barbosa
Que maravilha! Textos teatrais, de Baltazar Filho
A Quaresma de Quaresmas, de Marco Danillo de Lucena Souto
1779-1825 – Gesta da Liberdade: Caneca, de Gilberto Vilar
A trajetória de um Radialista, de Paulo Costa Terto
Corra, de Aline Lins
Olhos Vendados, de Geraldo Alverga Cabral
Tortura, de Geraldo Alverga Cabral
Algemas, de Geraldo Alverga Cabral
Bandeira de sangue, nem heróis nem vilões, de Nonato Nunes
João Pedro Teixeira: um mártir do latifúndio, de Nonato Nunes
Versos Diversos: sonetos e poemas, de Ismael Freire
Memórias do meu colégio, de José Vicente Filho
Necrópsia, de Higor Pereira
Sonhos Esparsos, de Marisa Alverga
Encontros e Desencontros, de Marisa Alverga
O meu mundo é assim, de Ezilda Milanez Barreto
Nos Arcanos do Império, de Ezilda Milanez Barreto
A sombra da gameleira, de Ezilda Milanez Barreto
O sentido da vida, de Antônio Cavalcante da Costa Neto
Morangos Ingratos, de Antônio Cavalcante da Costa Neto
Teatro de Guarabira: 70 anos de história, de Neide Polari
Amores Brejeiros, de Marluce Porpino
Autobiografia do Poeta Manoel Camilo dos Santos
A escrita do cordel, de Paulo Gracino
Casamento pra que te quero, de Maria da Piedade Medeiros
Dicionário Linguístico Literário de Termos Regionais/Populares, de Maria das Neves Alcântara de Pontes e Vilson Brunnel Meller
Estrela: o parque do prazer, de Josélio Fideles de Souza

Para finalizar, o <canalbuskas.com> faz um convite aos seus leitores: caso tenham livros de escritores guarabirenses que não foram disponibilizados na exposição, comentem aqui no site o título da obra e o nome do autor, assim poderão contribuir com a construção de conhecimentos nessa rede de informação educacional.

*MICELI. Paulo. O Tesouro dos Mapas: A Cartografia na Formação do Brasil. São Paulo: Instituto Cultural Banco Santos, 2002.