“Ser ou não ser”

Porque eu não sou o que visto

Eu sou do jeito que estou

Ação. Sou também o que tenho.

Eu sou mesmo quem sou.

Tenho a saúde das pessoas que fui conhecendo

Das lembranças que fui esquecendo

Dos amigos que acabei perdendo

Mas continuo vivendo e aprendendo.

Sou feito de choros sem razão

Sou feito de pessoas no coração

Sou feito de atos por impulsão.

Sou daqui e vim para ficar

Fiz uma viagem longa para me mudar

Diante de nós, todos os caminhos do mundo

Serão aquilo que ainda é caminho

Avança sempre, não fica aí sozinho.

Poema produzido pela aluna Joice Aparecida Marcelino Sales, do 2º Ano do Ensino Médio, da EEEFM John Kennedy, durante o Projeto INTROSPECÇÃO POÉTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS NOS EUS DO SÉC. XXI.


		

Jogador

Para ser jogador também sentimos muita dor
Temos de saber ganhar e saber perder
Temos de aprender a viver
Antes de ser profissional, ser amador.

Todo sonho de moleque é ser jogador
Às vezes, dá errado pelas voltas que o mundo dá
Mas sempre temos de nos levantar
Deste lugar sem amor.

Futebol é vida e alegria
Nunca vi ninguém que não queira jogar
Podemos até cair, mas o importante é nos levantar
Se pudesse, jogaria futebol todo dia.

O melhor esporte para a vida
Fazemos amigos e encantamos a mídia
Drible é sensacional, é legal
Nele fazemos coisas como um verdadeiro profissional.

Não importa se é Flamengo
Com futebol não tem dengo
Só futebol.

Poema produzido pelos alunos Rerberson da Silva Jerônimo, Yan José dos Santos, Jardel Gomes Martins, Matheus Correia de Melo e Willas Barbosa Galdino, do 2º Ano do Ensino Médio, da EEEFM John Kennedy, durante o Projeto INTROSPECÇÃO POÉTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS NOS EUS DO SÉC. XXI.

Lua

Oh, Lua, tu escutas minha prece?
Escutas minha triste lástima?
Falas o sentido de minha lágrima
Para mim, não és escura como parece.

Tu sempre foste dada como vilã
Não permitem jamais que tu erres
Ainda te culpam e falam que te ferres
- Oh Sol, ajuda a tua pobre irmã!

Sempre foste como uma mãe para mim
A minha ouvinte mais fiel
O sol, para mim, não é início, apenas fim
O início, para mim, é a Lua em meu papel.

Entendo a tristeza dos demais
Garoto que não vê a velha árvore
A menininha que perdeu o pai
Culpam a lua por ser muito tarde.

Oh Lua, mas isso não foi culpa tua
Então, não chores por conta disso
Se me ouviste, mas não te ouço, desculpa
Não pare de brilhar por isso.

- Tu me escutas, Lua?!

Poema produzido pelo aluno Arnaldy de Sousa Baracho, do 2º Ano do Ensino Médio, da EEEFM John Kennedy, durante o Projeto INTROSPECÇÃO POÉTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS NOS EUS DO SÉC. XXI.

MORTE E VIDA

Sinto-me dormindo insone                                                                              
A sinergia do medo me conduz                                   
Em direção à espaçonave
De sonhos futurísticos de luz
Sucumbe minh’alma vazia
De ritmo, algoritmo, reduz

Será tu a morte, pergunto
A qual vive me rondando? 
Empresta-me a tua capa
Para esconder-me andando                                     
Dos maus-olhares alheios
De olhos robôs em bando

Sim, eu estou inquieta
Pois a viagem é turbulenta
Tu, nave, adianta-te e pousa-te
Como a noite mais escura e relenta                               
Morte e vida é o teu nome                                              
Estou em outro planeta.

Agora o que hei de fazer? Entro?
Se já está mais próximo o fim...
E como direi à minha família
Que há um simples mortal em mim
Deterei a paz de espírito do sentir
Cederei à dor da morte meu login

Não lhe direi que morrerei!
Mas sim que viverei a passagem
Só de ida para este lugar
Onde estarei de viagem
Não me hackeiem ou stokeiem! 
Eu vivo desta miragem.

Saio, afinal o que fazemos aqui?
Meu destino...  é outro meu rumo, 
É o mundo da tec. e da arte 
Onde tem pássaros de ferro e parafuso                   
Onde a dor de viver é a rima
Do meu verso, Metaverso sem muro

Volto à nave, chego em meu destino
E fico maravilhado com o futuro
Já não vejo a vida humana
Pasmo como um brilho no escuro                
Apenas a ciência entra sem bater,
Invadindo o meu ser, backup inseguro

Caminho augusto na chuva 
Sinto a dor física presente
O frio emocional da humanidade                  
Explode em meu peito ardente                                   
Anseio acordar deste sonho
E dormir em paz novamente.

Lembro-me de minhas armas
Que há muito eu não pude ver
O papel, a tinta e o pincel
O que me contém e domina meu ser
Mostrar a este futuro sem cor
Vida à morte e luz ao viver. 

E enfim acordar novamente
Debaixo desse tamarindo
Abrir meus olhos com prazer
Levantar e caminhar sorrindo
Na minha nave de ilusão
Na escuridão, seguindo... 

Poema produzido pela aluna Vitoria Maria da Silva Barbosa, do Ensino Médio, da EEEFM John Kennedy, durante o Projeto INTROSPECÇÃO POÉTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS NOS EUS DO SÉC. XXI.

Futebol

No futebol, o pior cego é aquele que só vê a bola
Deus me deu o dom de jogar
O futebol é sobre alegria é sobre driblar
Eu não vou mais ter que ir à escola.

Eu joguei a bola no meio da argola
Meu time gosta de golear
Escolha o caminho que faça o seu coração vibrar
Eu tenho uma amiga espanhola.

Faça da vida um jogo de futebol
A criança é alegria como um raio de sol
Olha bem nos meus olhos e sinta a emoção.

Uma boa causa não teme nenhum juiz
Mas preciso do seu sorriso para ser feliz
O pensamento é a mente em ação.

Poema produzido pela aluna Karolayne Kelly Araújo da Silva, do Ensino Médio, da EEEFM John Kennedy, durante o Projeto INTROSPECÇÃO POÉTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS NOS EUS DO SÉC. XXI.





		

Saudade

Ao encarar a tua pele já fria,
Na esperança de que do leito voltarias
Mesmo implorando, tu não voltaste
E a tua menininha, sozinha , abandonaste.

Oh ,querida morte,
Por que a vida dele tiraste
Sem ao menos me dar a chance
De pedir-lhe para ficar?

A dor imensa que por dentro me rasga
Me faz lembrar do quanto eu o amava
Por mim, jamais será esquecido.

Em minha vida levarei seus ensinamentos
A saudade sempre estará aqui
Se eu pudesse, não o teria deixado ir.

Poema produzido pelas alunas Kaylane de Sousa Baracho e Niely Camili dos Santos Delfino, do 2º Ano do Ensino Médio, da EEEFM John Kennedy, durante o Projeto INTROSPECÇÃO POÉTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS NOS EUS DO SÉC. XXI 

Futuras gerações

Atrelado à nova geração
Nessas aproximações futuras
Há muitas referências obscuras
Que se tornam uma grande decepção.

Onde o Augusto tem agruras
Mas que terrível essa criação
Que vem desta concepção
Eticamente impura.

Retrocedendo a consciência
Tornando-se sem luminescência
Mas que reprodução medonha!

Mesmo onde podia haver crendice
Só encontrei a imundície
Que irrelevante engronha!

Poema produzido pela aluna Luziane de Oliveira Alves, do 2º Ano do Ensino Médio, da EEEFM John Kennedy, durante o Projeto INTROSPECÇÃO POÉTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS NOS EUS DO SÉC. XXI

Madrugada

Eu tenho medo da morte
Ela não me traz calma
Por isso não tenho sorte
Ela quer levar minha alma.

Perto de um cemitério
Havia um menino e uma garota
Ele tinha muito mistério
E de uma árvore caiu uma gota.

Madrugada de treze de janeiro
Rezo sonhando o ofício na janela
Meu pai, nessa hora, junto a mim morria.

E saí para ver a natureza
Em tudo o mesmo abismo
De beleza, nenhuma névoa no estrelado céu.

Poema produzido pelos alunos José Willian Mendes da Silva e Joalisson Trajano dos Santos, do 2º Ano do Ensino Médio, da EEEFM John Kennedy, durante o Projeto INTROSPECÇÃO POÉTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS NOS EUS DO SÉC. XXI