Por: Ingrid Gabriely G. Germano; Maísa Paulino; Maria Aparecida Oliveira; Michelly Rodrigues Moreno; Adrian Mikael dos Santos; Erylam Gomes; 2º E
Era dia 7 de janeiro de 2007, quando Alice nasceu. Morava numa cidadezinha chamada Mystic Falls, cidade de poucos habitantes. Alice era uma criança doce e adorada por todos, nunca dava trabalho aos seus pais. Seus pais eram um pouco complicados, eles sempre brigavam. Seu pai chegava bêbado em casa querendo agredir a sua mãe, enquanto Alice ficava ouvindo toda a gritaria em seu quarto. Era apavorante para a criança, que, consequentemente, chorava todas as noites com medo de que ele fizesse algo contra sua mãe, isso a fazia fugir algumas vezes pela janela do quarto.
A menina foi crescendo nesse enredo. Houve um dia em que seu pai foi preso, e, embora ela tivesse entre seis e dez anos, nunca soube o porquê. Apesar de tudo, Alice amava seu pai, porque ele sempre lhe dava tudo, e ela era a princesinha dele. Embora fosse bruto com sua mãe, com Alice era diferente, ele amava a menininha dele, assim ele dizia.
No começo, ela achava que ele estava morando em algum lugar longe, mas depois ela foi crescendo mais e viu que o seu pai não era perfeito e que a sua mãe também não o era e que, talvez, eles não foram feitos um para o outro. E ela passou a quase nunca ver o seu pai.
Passados cinco anos, o pai da garotinha, finalmente, saiu da cadeia. Ela já estava no início da adolescência, movia mundos de fantasia e achava que seria diferente, que agora a sua família se tornaria normal.
Alice também sofria bullying na escola onde estudava, por conta de sua aparência, do seu corpo, com isso surgiram várias inseguranças, ela achava que era inferior às outras garotas, pois, até em casa, surgiram comentários sobre o seu corpo. Além disso, era cobrada por “não ser muito inteligente” como a prima Alexa.
Cansada disso tudo, a jovem não demonstrava.
Ao ingressar no 9ª Ano, Alice conheceu o primeiro namorado. Tudo começou com um simples “bom dia”. No começo, ela não queria se apaixonar, até porque era muito nova e seus pais não aceitariam o namoro, por esse motivo, quando Ethan a pediu em namoro, ela recusou, mas já estava completamente apaixonada.
Então, eles resolveram namorar escondido por um tempo, até Alice completa quinze anos – esse foi o acordo entre eles. Os encontros aconteciam na escola em que estudavam.
Com completaram entre cinco a seis meses de namoro, eles não queriam mais esconder o namoro. Ethan resolveu ir à casa de Alice e pedir aos pais dela a aceitação do namoro. No começo, a mãe da menina não aceitou muito bem, mas depois deixou.
Após algum tempo de namoro, Ethan começou a ficar distante e indiferente. Sem entender o que estava acontecendo, já estava esgotada de ouvir que não era nada e que estava tudo bem. Ela sabia que não estava. O rapaz passou a quase não frequentar a casa da namorada.
Passados alguns meses, eles mudaram de escola. Começaram a estudar numa escola integral, o dia todo. Ela pensou que seria muito bom já que eles passariam um tempo maior juntos, mas não foi isso que aconteceu. Ethan passava por Alice e fingia que não a conhecia. Ela ficava muito mal com isso, tanto que resolveu falar com ele pelo celular, mas ele insistia que não era nada e que ela estava ficando louca.
Algumas semanas se passaram, numa segunda-feira qualquer, ele mandou uma declaração para Alice, dizendo que a amava. Ela ficou muito bobinha, tão feliz que para ela aquelas palavras significavam muito. Pensando que Ethan havia mudado, foi surpreendida na quinta-feira da mesma semana, quando ele enviou um texto terminando o namoro. Sem entender nada, ela começou a chorar ao ponto de soluçar constantemente – Alice nunca havia chorado tanto como chorou naquela manhã,
Sem saber o que falar, apenas aceitou a decisão de Ethan.
Sucedeu que, por alguns meses, ela já nem lembrava o que era sorrir, por conta do que ultimamente tinha vivido. Uma dor lenta e aguda do tipo que vem quando você se machuca constantemente com a mesma pessoa, você, finalmente, respira achando que o problema de ontem vai ficar no passado, quando, na verdade, é um problema de hoje, é um problema de amanhã e é o problema de todos os dias.
O sofrimento a fez mudar, durante os meses. Ela ficava com os meninos para preencher um vazio, mas nunca era preenchido. Alice tinha uma amiga chamada Luíza, que a chamou para viajar, ver o mar. Alice topou, a mãe autorizou. Então, elas foram juntas com os pais de Luíza. Divertiram-se muito. Quando estavam prestes a voltar para casa, passou um grupo de meninos e um deles chamou a atenção de Alice, que ficou encantada com ele. Então Luíza sugeriu, insistentemente, que Alice pegasse o contato do garoto. Como ele não tirava os olhos dela, ela resolveu aproximar-se dele para pedir-lhe o número para contato.
Chamava-se Miguel, o novo enamorado. Alice voltou-se para Luíza, que, desta vez, incentivou-a a ficar com ele, já que, provavelmente, não se veriam mais, até porque do lugar onde estavam para onde moravam ficava longe demais.
Alice e Miguel encontraram-se, e o encontro foi tão repentino que logo cada um seguiu seu caminho. Porém, ficaram trocando mensagens instantâneas, e as palavras trocadas revestiram-se de poder e desejo de reencontro. Miguel resolveu sair de sua cidade para fazer uma visita a Alice. O prazer de estarem juntos motivou novos olhares, abraços e por que não dizer beijos avassaladores, que dominam a razão pelo simples desejo da conexão amorosa. É certo dizer, porém, que Alice não compreendia seu próprio sentimento, talvez pelo medo de colocar esperança e ser machucada de novo. Miguel a tratava tão bem que às vezes tudo ficava em silêncio, e ela só pensava no quanto o queria, e com tudo isso, o sentimento se fortaleceu.
Pela primeira vez, ele disse que a amava. Alice ficou em silêncio por alguns minutos, pensando se também o amava e se queria, de fato, o amor correspondido. Ela disse, então, que o amava.
Dias depois, Miguel seguiu para a casa de Alice com o intuito de conversar com os pais dela e pedir-lhes Alice em namoro. Os pais consentiram de imediato.
Alice achava que nunca tinha sentido algo assim por ninguém, era algo novo para ela. Já havia sido machucada, nunca pensou que se sentiria totalmente consumida por outra pessoa, até ele chegar. Ele segurou-lhe a mão e afastou-a da escuridão, mostrando-lhe que não importa do que as almas deles sejam feitas – a dele e a dela são a mesma.
Finalmente, Alice encontrou o amor, alguém bom e o sonhado “felizes para sempre”, pois o destino só pode existir se alguém decide querer que ele aconteça.