Por Márvia Maria M. de Oliveira, 3º B

“Aquele que tem sentimentos sofre reconhecendo seu erro. É seu castigo independentemente da prisão”. A obra de Dostoiévski, desde cedo, nos coloca questões morais. Somos apresentados de início à personagem principal que é Ródion Ramanovich, um homem que largou os estudos devido a problemas financeiros e vive em um minúsculo apartamento em São Petersburgo. Seu ego é altíssimo e, mesmo em meio de tanta miséria, acredita que está destinado a grandes feitos.
Passando por um longo período de problemas financeiros, ele recorre à ajuda de uma senhora, que lhe emprestou dinheiro, porém, cobrando juros muito altos. Acreditando que essa senhora é uma má pessoa que possui um péssimo caráter, sempre explorando e maltratando quem lhe pede ajuda, ele decide assassinar a senhora. Mesmo com o medo e a preocupação de que tais ações trariam consequências, não foi o suficiente para fazê-lo desistir. E no momento em que termina, por fatalidade do destino, comete outro crime. Depois de seus atos, Ródion lida com a culpa, chegando a ter delírios febris, sempre explicando para si mesmo que o que fez foi necessário e bom.
Dostoiévski explora a natureza humana, a culpa, o arrependimento e como a sociedade pode afetar a moralidade de uma pessoa. A leitura de Crime e castigo pode ser desafiadora, mas é também intrigante e filosófica, faz questionar e assemelhar os sentimentos descritos pelo autor com situações cotidianas e pensamentos errôneos próprios. Somos seres propensos ao erro, mas reconhecer o nosso erro é mais difícil do que cometê-lo.