CRÍTICA DO(A) LEITOR(A) – “PRISIONEIROS DA MENTE”, DE AUGUSTO CURY

Por: Márvia Maria M. de Oliveira, 3º B

Mentes ansiosas e com baixo limiar para suportar frustrações se multiplicam como um vírus na era digital. Estes são tempos sombrios para o planeta Terra e mais ainda para o “planeta cérebro”. A insegurança e ansiedade, diante do que o futuro reserva, geram sofrimento e fazem parte da rotina do ser humano, mentalmente hiperestimulado.

Leitura, extremamente, necessária para todos que vivem nessa era fútil feita de aparências onde likes em redes sociais importam mais do que pessoas reais. Estamos apodrecendo em conjunto, uma sociedade porcelana, frágil, superficial. Pergunte a qualquer um sobre notícias recentes em sites de fofocas e lhe saberão responder com entusiasmo e maestria, mas lhes fizer uma simples pergunta sobre o conhecimento de si próprio, ficarão perdidos e pensativos.

A cada dia que se passa, sentimo-nos mais prostrados, angustiados, ansiosos, mal vemos o tempo passar ao nosso redor. Não são mais dias que passamos e sim flashes rápidos, não aproveitamos mais nossos dias ou planejamos algo novo para fazer com amigos e família. A tecnologia é acessível e de tudo se vê e ouve. Para que sairmos se podemos conversar através de nossos aparelhos, podemos nos ouvir e ver, trocar textos, podemos ouvir uma pessoa, uma boa música ou assistir a um bom filme.
Mas quanto mais nos aprofundamos em toda essa praticidade, mais vaga se tornam nossas vivências. Às vezes, olho para trás e vejo se estou vivendo ou apenas seguindo dia após dia de forma programada. Penso, de forma cômica, que passo tanto tempo com máquinas que me tornei uma e vivo no automático. É desesperador!

Foi uma leitura difícil, pois senti que me dava um sermão a cada passar de página. Mas me fez refletir sobre o caminho que estou tomando em minha vida, que é o caminho para a beira do meu precipício mental, e me fez perceber que pequenas mudanças são necessárias em minha rotina se quero ter algo útil, memorável para contar aos meus netos no futuro.

O livro narra a história de Theo Fester, um influente empresário do Vale do Silício, que, ao descobrir uma doença mortal passa a questionar sua vida. Assim como muitos de nós, ele percebe que viveu esse tempo todo no automático. Um homem que conseguiu tudo o que o dinheiro pode comprar, mas percebe que não adquiriu mais simples e necessário prazer humano, a sua felicidade pessoal.

Apenas leiam se puderem. Estarão fazendo um bem para si mesmos. Talvez seja o clique do qual precisam para acordar dessa hipnose tecnológica.

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