Por: Maria Vitória Rocha Duarte, Luciene Trajano, Sabrina Kelly, Maria Luíza, Andrênia Vicente, 2º E
Nelson Rodrigues, jornalista, escritor e cronista brasileiro, desenvolveu o conceito de complexo de vira-lata, que consiste no fato da cultura externa ser valorizada e a interna (do Brasil) ser depreciada pelos próprios cidadãos brasileiros. Nesse contexto, percebe-se que há uma ausência de foco social quando se trata de enfatizar a cultura do país, especialmente, entre os jovens. Dessa forma, é necessário discutir sobre as práticas de preservação e as ações governamentais de incentivo à difusão da cultura brasileira.
Primeiramente, deve-se preservar a cultura local, consumindo produtos intelectuais produzidos no país. No documentário “Vale Tombado”, por exemplo, mostra a difícil batalha para preservar a história de um povo, através do patrimônio material. Se não há uma política de valorização cultural, de fato, na sociedade, ainda mais difícil será para os jovens preservar suas referências culturais.
Em segundo lugar, é importante perceber que as políticas ainda são muito escassas no tocante ao estímulo das práticas culturais. A Lei Rouanet, por exemplo, tem o objetivo de ajudar o setor cultural, porém, tal investimento envolve critérios de seleção que dão preferência a nomes famosos, excluindo a possibilidade de participação muitos jovens.
Conclui-se, portanto, que para valorizar o patrimônio histórico cultural brasileiro é necessário que o Ministério da Cultura crie oportunidade para que os jovens de todo país realizarem práticas culturais que representem suas regiões, através da dança, teatro, pintura, literatura, com estímulo financeiro. Assim é possível preservar a memória do povo brasileiro entre as gerações.