OPINIÃO – SAÚDE MENTAL NAS ESCOLAS PÚBLICAS

Por: Luedson Emanuel J. Felix, 3º B

A obra Os miseráveis, de Victor Hugo, retrata a injustiça social da França, do século XIX. Fora da ficção, no Brasil do século XXI, percebe-se um contexto semelhante ao da trama: a injustiça impera no que tange à saúde mental nas escolas do Brasil, criando um problema por má formação familiar e insuficiência da legislação.

Convém ressaltar, a princípio, que a má formação familiar é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com o sociólogo Talcott Parson, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a problemática da saúde mental nas escolas do Brasil apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo.

Em segunda análise, segundo Umberto Eco, “para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna explicitada pela falta de uma legislação adequada. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais a questão da saúde mental nas escolas do Brasil.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Então, o Governo Federal com o Ministério da saúde podem realizar, através das redes sociais, eventos dos quais todos tenham acesso. Outro aspecto relevante seria consultar nas escolas e casas. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para o problemática com mais empatia pois como escreveu o poeta Leminski: “em mim eu vejo o outro”.

Por: Regivaldo da Costa Souza, 3º A

O livro O demônio do meio-dia faz uma completa análise sobre patologias metais e se consagrou como um dos melhores do segundo milênio. Andrew Solomon, o escritor, acusa como os problemas mentais afetam as nossas populações mais humildes. Dessa forma, é de suma importância a intervenção governamental nas escolas, que tanto são negligenciadas por esse meio e no social por excesso de ignorância acerca de psicoses.

Em primeiro lugar, os indigentes com oportunidade estudo básico, por muitas vezes, só comparecem à escola unicamente pensando em merenda e não a estudar. Dessa forma, os estudantes, sem visão do futuro e atrelados a uma saúde metal precária, acabam por desistir e embarcam na vida trabalhista ainda adolescentes.

Em segunda análise, a ignorância sobre patologias mentais, em relação a essa classe social, acarreta em uma associação a sua pobreza e, por serem pobres, estão constantemente tristes. Assim, por falta de diagnóstico ficam continuamente amargurados e, em alguns casos ocorre isolação, deixando seus estudos incompletos.

Diante disso, a falta de conscientização sobre patologias assola as massas pobres e normalizam tais problemas, que interferem diretamente nas escolas públicas. Por fim, projetos levando profissionais do meio psicológico a essas instituições, esclarecendo com campanhas governamentais, podem contribuir para que a qualidade de vida aumente e os afetados voltem a estudar.

Por: Ana Kamilly Félix da Silva, 1º D

Através do filme As vantagens de ser invisível, podemos perceber que diversos adolescentes, por não conseguirem lidar com problemas sociais, acabam desenvolvendo depressão, e muitas vezes, acontece quando eles dão entrada no ensino médio. Através desse cenário, podemos deduzir que estamos vivendo uma fase em que a saúde mental dos adolescentes se encontra em um estado deplorável. Então, este é um assunto sociologicamente mundial e de grande prioridade para as esferas educacionais.

Em primeiro lugar, é evidente que há vários problemas relacionados ao tema saúde mental nas esferas educacionais de todo o mundo. E, como já vimos antes, a depressão se encontra como um dos principais problemas relacionados a esse tema. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a depressão e a ansiedade aumentaram mais de 25% apenas no primeiro ano de pandemia de COVID-19. Com esse aumento, podemos deduzir que o sistema educacional necessita tomar uma medida urgente antes que a situação piore e venha se tornar um caso ainda mais crítico.

Conclui-se que a minimização desse problema só será possível estabelecendo a contratação de profissionais da área de Psicologia para ensinar os adolescentes sobre formas de como lidar com a vida social dentro e fora das escolas, desenvolvendo assim cidadãos com capacidade de tomar suas próprias escolhas.

Por: Gabriel Fernandes Rocha, 1 D

A preocupação com a saúde mental é uma questão cada vez mais presente na sociedade, especialmente quando se trata do ambiente escolar. A escola é um local onde os alunos passam grande parte do seu dia e é onde eles desenvolvem habilidades e conhecimentos essenciais para a vida. Portanto, é de extrema importância que a saúde mental dos estudantes seja uma preocupação constante das escolas públicas.

Historicamente, o assunto da saúde mental foi negligenciado e até mesmo estigmatizado. Por muito tempo, a doença mental foi vista como um sinal de fraqueza ou um estigma, o que levou à exclusão e discriminação dos afetados. No entanto, a partir do século XX, houve uma mudança na forma como a sociedade enxergava a saúde mental, com um aumento da conscientização sobre a importância de cuidar da mente tanto quanto do corpo.

No contexto atual das escolas públicas, os alunos estão expostos a diversos fatores que podem afetar sua saúde mental como a pressão por bons resultados acadêmicos, o bullying e a falta de apoio emocional. Muitos estudantes também vêm de ambientes familiares instáveis e enfrentam problemas pessoais que afetam diretamente seu desempenho escolar. A fim de lidar com essas questões, é fundamental que as escolas públicas implementem políticas efetivas de promoção da saúde mental. isso pode inibir a contratação de psicólogos e assistentes sociais, a oferta de aulas de educação emocional e a criação de espaços seguros para os estudantes compartilharem seus problemas e sentimentos.

No entanto, a realidade das escolas públicas é bastante diferente do que se idealiza. Muitas carecem de recursos financeiros e estruturais para lidar com a questão da saúde mental dos estudantes. Além disso, há uma grande desinformação e falta de treinamento dos professores em relação ao tema, o que torna a implementação de políticas mais difícil. De acordo com o psicólogo e pesquisador Jorge Forbes, “a saúde mental está diretamente relacionada à capacidade do indivíduo em lidar com suas emoções e estabelecer relações sociais saudáveis”. Portanto, é necessário que haja uma mudança de mentalidade por parte das autoridades e gestores das escolas públicas, para que a saúde mental dos alunos seja uma prioridade real.

Em suma, a questão da saúde mental nas escolas públicas é um problema complexo e urgente, que exige uma análise crítica das políticas educacionais e ações concretas por parte das autoridades competentes. É fundamental que se busquem formas efetivas de lidar com a questão da saúde mental dos estudantes, a fim de garantir que eles tenham um ambiente escolar saudável e acolhedor.

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