Livro: Iracema, de José de Alencar
Por: Maria Clara Cardoso Silva
Muito além daquela serra azulada, nasceu Iracema Com cabelos longos, mais longos que seu talhe de palmeira Suas roupas eram ornamentadas com penas Seus cabelos eram pretos e a pele morena. Seu sorriso era mais doce que o mel de jati Corria com rapidez pelo sertão e pelas matas do Ipu Tão pura e cheirosa que igual eu nunca vi Tão bela e tão ligeira como gata. Oh, virgem das matas nomeada de Iracema Bela igual a ti só conheci no cine Todo mundo queria degustar teus lábios de mel. Se um dia, outra vez, contigo eu encontrar Para vir à aldeia eu quero te chamar Aceita este meu pedido, não sejas má.