Por Luziane de Oliveira Alves, 3º C
“Os jovens conhecem cada vez mais o mundo em que estão, mas quase nada sobre o mundo que são”, frase citada por Augusto Cury, em sua obra Pais brilhantes, professores fascinantes. Sob esta perspectiva, compreende-se que esta problemática está presente principalmente nas escolas públicas, onde os alunos são ensinados a combater os problemas do mundo, e não a lidar com o seu mundo mental. Com efeito, hão de ser discutidas as causas que protagonizam a manifestação do revés: a falha educacional e a negligência governamental.
Nesse sentido, depreende-se que a lacuna educacional atua como elemento chave na perpetuação do problema. A esse respeito, o educador brasileiro Paulo Freire cita: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”. Tal discurso retrata a essência do quanto a instituição educacional influencia na formação cidadã. Todavia, esta ideia pode não estar associada às escolas que não implementam aulas sobre o eixo socioemocional a seus discentes, como consequência, prosseguem com a ausência de conhecimentos psíquicos. Logo, a conduta educacional precisa ser reformulada o quanto antes.
Além disso, é igualmente necessário destacar a omissão do Estado como outro fator responsável por intensificar o problema. Sob essa lógica, o filósofo inglês Thomas Hobbes defendia que é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda coletividade. Tal concepção, entretanto, não se aplica à conjuntura atual, uma vez que as autoridades governamentais não medem esforços para criar ações, as quais ajudariam a amenizar problemas mentais, como a implementação de profissionais da saúde mental nas escolas. Logo, é urgente a adoção de uma nova conduta do Estado frente a esse contratempo.
Mediante o exposto, é necessário mitigar a falta de saúde mental nas escolas. Com vista a isto, urge que o Ministério da Educação, responsável por proporcionar ensino de qualidade, forneça ações para a diminuição de falhas na educação socioemocional, por meio de abordagens nas disciplinas pedagógicas, a fim de se lecionar sobre a importância do conhecimento do mundo mental dos estudantes. Outrossim, o Poder Executivo deve inserir profissionais do âmbito da Psicologia nas escolas, com o intuito de promover o desenvolvimento psicológico dos estudantes. Com essas medidas, será possível reverter o pensamento de Augusto Cury, trazendo uma nova realidade para as escolas públicas.