Lua

Oh, Lua, tu escutas minha prece?
Escutas minha triste lástima?
Falas o sentido de minha lágrima
Para mim, não és escura como parece.

Tu sempre foste dada como vilã
Não permitem jamais que tu erres
Ainda te culpam e falam que te ferres
- Oh Sol, ajuda a tua pobre irmã!

Sempre foste como uma mãe para mim
A minha ouvinte mais fiel
O sol, para mim, não é início, apenas fim
O início, para mim, é a Lua em meu papel.

Entendo a tristeza dos demais
Garoto que não vê a velha árvore
A menininha que perdeu o pai
Culpam a lua por ser muito tarde.

Oh Lua, mas isso não foi culpa tua
Então, não chores por conta disso
Se me ouviste, mas não te ouço, desculpa
Não pare de brilhar por isso.

- Tu me escutas, Lua?!

Poema produzido pelo aluno Arnaldy de Sousa Baracho, do 2º Ano do Ensino Médio, da EEEFM John Kennedy, durante o Projeto INTROSPECÇÃO POÉTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS NOS EUS DO SÉC. XXI.

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