Sinto-me dormindo insone A sinergia do medo me conduz Em direção à espaçonave De sonhos futurísticos de luz Sucumbe minh’alma vazia De ritmo, algoritmo, reduz Será tu a morte, pergunto A qual vive me rondando? Empresta-me a tua capa Para esconder-me andando Dos maus-olhares alheios De olhos robôs em bando Sim, eu estou inquieta Pois a viagem é turbulenta Tu, nave, adianta-te e pousa-te Como a noite mais escura e relenta Morte e vida é o teu nome Estou em outro planeta. Agora o que hei de fazer? Entro? Se já está mais próximo o fim... E como direi à minha família Que há um simples mortal em mim Deterei a paz de espírito do sentir Cederei à dor da morte meu login Não lhe direi que morrerei! Mas sim que viverei a passagem Só de ida para este lugar Onde estarei de viagem Não me hackeiem ou stokeiem! Eu vivo desta miragem. Saio, afinal o que fazemos aqui? Meu destino... é outro meu rumo, É o mundo da tec. e da arte Onde tem pássaros de ferro e parafuso Onde a dor de viver é a rima Do meu verso, Metaverso sem muro Volto à nave, chego em meu destino E fico maravilhado com o futuro Já não vejo a vida humana Pasmo como um brilho no escuro Apenas a ciência entra sem bater, Invadindo o meu ser, backup inseguro Caminho augusto na chuva Sinto a dor física presente O frio emocional da humanidade Explode em meu peito ardente Anseio acordar deste sonho E dormir em paz novamente. Lembro-me de minhas armas Que há muito eu não pude ver O papel, a tinta e o pincel O que me contém e domina meu ser Mostrar a este futuro sem cor Vida à morte e luz ao viver. E enfim acordar novamente Debaixo desse tamarindo Abrir meus olhos com prazer Levantar e caminhar sorrindo Na minha nave de ilusão Na escuridão, seguindo...
Poema produzido pela aluna Vitoria Maria da Silva Barbosa, do Ensino Médio, da EEEFM John Kennedy, durante o Projeto INTROSPECÇÃO POÉTICA DE AUGUSTO DOS ANJOS NOS EUS DO SÉC. XXI.