Esperança

Elciane de Lima Paulino

A mão sedenta numa caixa de surpresa

É a alma de quem espera por grande sonho.

O Desfile à luz do meio-dia. Alegria.

Contentar-se na fantasia a que proponho.

De repente, a perfeição inatingível

À espreita da incompletude humana.

“O essencial é invisível aos olhos”

 Quem vê o Sol, a força que de ti emana?

Nesse aglomerado de gotas diminutas

Acorda. Levanta a cabeça, sorri, segue

Pisa firme a matéria. Certezas abruptas.  

Vê Algodão colorido, flor do Sertão,

Que de um chão empedernido verde se ergue

Na mão sedenta de quem colhe a plantação.       

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