Elciane de Lima Paulino
Parabéns, Guarabira
Por mais uma primavera
De tua emancipação
Sou filha da aquarela
Que pinta na tua tela
O signo do teu brasão.
Já são 132
Tirando os que vivi
Só restam o que aprendi
Das tintas de tua história
Que guardo na minha memória
Desde o dia em que nasci.
Já trouxe nas minhas veias
O sangue do índio tupi
O negro dos meus cabelos
O branco do teu jardim
O verde de tuas serras
Há tudo de ti em mim.
Terra das garças azuis,
Desportiva azul e branco
Nos versos que hoje canto
Desejo progresso e luz
Que a nossa Padroeira
Dê vista mais altaneira
Ao povo que te conduz.
Cresci bebendo da fonte
De tua rica cultura
Ninada na formosura
Do colo de muitas mães
As cores do meu passado
Eu pinto num tom ousado
E peço que não estranhes.
Convido para tua festa
Artur Neto, o cantor
Elias dos Santos, o pintor
Marisa, a flor poetisa
Vicente, o historiador
Retratos que eternizas.
Presenteia um filho teu
Em nome de outros tantos
Dá a rima desse poema
Colorido de açucena
A Maria da Piedade
Um exemplo de mulher
Professora de teus filhos
De geração a geração
Que pintou de esperança
Tantos tons da educação.
Desejo para os teus anos
Um grande anseio poético
O direito de liberdade
Que lindo nos olhos vejo
A riqueza mais colorida
Para ti, terra querida
Nossa Rainha do Brejo .
Peço licença a Drummond
Para dizer que esse café
Depois do baião de dois
Delícias da D. Zarinha
Deixaram-me mais inspirada
Senão quase embriagada
Nessas apressadas linhas.